O que é estagflação?
A estagflação ocorre em um país quando se tem a combinação de estagnação econômica e aumento da inflação.
Esse cenário é agravado pelo aumento no número de demissões. Quando perdura por muito tempo, pode ter consequências bastante ruins para a economia.
Normalmente, esse quadro econômico é decorrente de um período de recessão. Não é novidade para ninguém que a crise causada pela pandemia afetou todos os países e isso está contribuindo para a formação de um cenário de estagflação. Vale frisar que o diagnóstico ainda não pode ser totalmente firmado, pois ainda se trata de uma conjectura.
De onde surgiu essa expressão?
O termo estagflação não é novo. Na verdade, trata-se de uma adaptação da expressão original stagflation. Ela foi usada inicialmente em 1965 por um político proveniente do Reino Unido. Seu nome era Ian Macleod e ele a utilizou para descrever o cenário atual vivido por seu país na época de sua atuação como parlamentar.
No entanto, foi somente no ano de 1973 que o termo foi amplamente conhecido ao ser usado para designar a fase difícil que a economia norte-americana enfrentava na chamada “Crise do Petróleo”. Na época, os países árabes pararam de fornecer a commodity aos Estados Unidos em retaliação ao apoio militar concedido a Israel.
Isso teve reflexos altamente negativos, com o preço do barril subindo 300% em apenas 6 meses. Houve controle de salários e preço, causando uma onda de demissões em massa, o que agravou ainda mais o quadro.
Em que momento uma estagflação fica caracterizada?
Em linhas gerais, para uma estagflação acontecer é preciso haver uma paralisação na atividade econômica somada a um aumento da inflação. Pelo ponto de vista da recessão, sabemos que a crise do coronavírus contribui muito para a recessão de vários setores da economia mundial, e não só a brasileira.
Já no caso da inflação, a alta do dólar tem um peso fundamental em todo esse cenário. Com a apreciação do câmbio, os produtores tendem a enviar suas mercadorias para o exterior, pois o faturamento torna-se assim maior. Isso leva a um cenário de desabastecimento, o que acarreta em um aumento de preços ainda que o consumo local não esteja tão aquecido.
No entanto, também é necessário que haja aumento do desemprego e, nesse ponto, o Brasil se sobressai.
Atualmente, existe um acúmulo positivo (admissões menos demissões) de mais de 2 milhões de empregos somente em 2021, segundo o Caged, órgão responsável pelo registro e divulgação das informações relativas ao mercado de trabalho.
Quais são os riscos de uma estagflação?
Seguramente, um dos efeitos mais perigosos de uma estagflação é o efeito cascata. Ele acontece por uma sucessão de fatos que estão interligados entre si, e tudo inicia exatamente pela estagnação econômica.
Pelo fato de não haver crescimento da economia, não ocorrem novas contratações. Ou ainda pior, as demissões aumentam e o nível de desemprego acelera.
Com isso, o consumo passa a ser ainda mais reduzido. Com menos dinheiro, as famílias passam a deixar de consumir os produtos que compravam anteriormente. Usam algum substituto ou até mesmo deixam de adquirir determinados itens da cesta básica, por exemplo. Isso faz com que a atividade industrial seja reduzida, já que não há necessidade de produzir grandes lotes porque não há quem os compre.
E isso remete a outro problema bastante grave: mais demissões. Com a capacidade produtiva em queda, não é possível manter tantos funcionários como antes. Pronto, a bomba relógio que estava armada explodiu, e é difícil se recuperar disso.
Outro ponto a considerar é quando, por medo da inflação, algumas famílias passam a estocar produtos. Isso causa escassez em um mercado já contraído e esse fato contribui para a elevação ainda maior da inflação.
Como o início dessa cadeia é o desemprego, não há como caracterizar um cenário de estagflação no Brasil, visto que os números de geração de emprego superam as demissões em mais de 2 milhões de postos formais de trabalho apenas em 2021.
O Brasil pode passar por um período de estagflação?
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