Ibovespa Futuro sobe após tombo na véspera, seguindo exterior; Orçamento e arrecadação estão no radar

Mercados pelo mundo buscam recuperação após forte baixa na véspera em meio a temores com variante ômicron

Após a queda de cerca de 2% do índice à vista e de 1,72% do contrato futuro na última segunda-feira, a sessão é de recuperação para o Ibovespa futuro nesta terça-feira (21), mas ainda com cautela em meio aos temores sobre o impacto do da variante ômicron do coronavírus.

Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2022 tinha alta de 0,76%, aos 107.405 pontos, enquanto o contrato de dólar com vencimento em janeiro caía 0,26%, a R$ 5,739. Já o dólar comercial avançava 0,35% no mesmo horário, a R$ 5,722 na compra e R$ 5,723 na venda. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 caía sete pontos-base a 11,47%; DI para janeiro de 2025 opera em queda de cinco pontos-base, a 10,49%; e o DI para janeiro de 2027 caía três pontos-base a 10,45%.

O aumento dos casos de Covid-19, que já leva a medidas de restrição em países da Europa, coincide com a guinada “hawkish” dos bancos centrais e amplia as incertezas.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse na véspera que a ômicron está se espalhando mais rápido que a Delta e provocando infecções em pessoas que já se vacinaram contra a Covid-19 ou se recuperaram da doença.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que a variante estava evitando com sucesso algumas respostas imunológicas, o que significa que os programas de reforço que estão sendo lançados em muitos países deveriam ser direcionados a pessoas com sistemas imunológicos mais fracos.

Entre as notícias positivas, a farmacêutica americana Moderna anunciou na véspera que uma dose de reforço da sua vacina contra a Covid-19 aumenta os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante ômicron, segundo dados preliminares, o que ajudou a acalmar o ânimo dos mercados.

Também no radar, estão os sinais de que o presidente dos EUA, Joe Biden, ainda pode salvar sua agenda econômica com o pacote no montante de US$ 2 trilhões.

O Senado votará o plano de Biden que visa fortalecer a rede de segurança social e o projeto de lei de política climática em janeiro, apesar da oposição do senador democrata Joe Manchin. Não está claro se os democratas tentarão aprovar um projeto de lei menor que inclua apenas partes do pacote completo.

Ontem, Biden e Manchin se falaram por telefone ontem, e reviveram as chances do pacote ser aprovado, com mudanças, em 2022.

Na China, os índices CSI 300 (+0,7%) e Hang Seng (+1,0%) encerram em alta, impulsionados por uma possível extensão na redução da taxa de juros dos empréstimos no país já no primeiro trimestre de 2022.

Na agenda econômica doméstica, o dia começa com um leilão de dólares no spot (9h30). Ainda há a divulgação da arrecadação da Receita em novembro (14h30) e a votação do Orçamento de 2022 na Comissão Mista, que não foi apreciado ontem (20). 

O volume de investimentos públicos federais será o menor da história no próximo ano, conforme relatório do Orçamento apresentado ontem no Congresso. Serão R$ 44 bilhões em 2022 para o governo federal investir em setores como infraestrutura, escolas, postos de saúde, defesa, pavimentação e em todas as áreas que dependem de recursos da União. A previsão é de que o texto seja votado nesta terça-feira (20), às 10, na Comissão Mista de Orçamento e em plenário.

Mesmo com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que postergou parte do pagamento de dívidas judiciais e mexeu com o teto de gastos (que limita as despesas à inflação), foi suficiente para recuperar o patamar de desembolsos dos últimos anos. A cifra chegou a R$ 200 bilhões em 2012, caiu para R$ 63 bilhões em 2016 e travou em R$ 48 bilhões neste ano, considerando valores com correção inflacionária.

O presidente Jair Bolsonaro ainda pressiona os parlamentares para que incluam no projeto de lei um aumento salarial das forças policiais que custaria quase R $ 3 bilhões. Graças ao teto de gastos, a medida exigiria um corte em algumas outras despesas. A presidente da Comissão de Orçamento, senadora Rose de Freitas, garantiu ontem que a votação do projeto não será adiada para 2022.

Fonte: Infomoney

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