Último pregão antes do Natal deve ser marcado por baixo volume de negócios, o que tende a aumentar a volatilidade do índice
O Ibovespa opera entre perdas e ganhos no último pregão antes do Natal. Amanhã não haverá negociações na B3 nem nas Bolsas em Nova York e a sessão desta quinta-feira deve ser de baixo volume financeiro. Ontem, o giro foi quase a metade do que é negociado em um dia “comum”, o que também pode aumentar a volatilidade do índice.
O indicador mais esperado da semana saiu nesta manhã: o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) referente ao mês de dezembro, que teve variação mensal de 0,78%. A inflação desacelerou em relação a novembro (quando o IPCA subiu 1,17%), mas fechou o ano em 10,42%, o maior avanço anual desde 2015.
Ainda na agenda doméstica, os investidores acompanharam a divulgação dos dados de mercado de trabalho do Caged de novembro. O saldo líquido de emprego formal ficou positivo em 324.112 vagas em novembro, ante previsão do mercado, segundo consenso Bloomberg, de criação de 216 mil vagas.
Às 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em ligeira queda de 0,05%, aos 105.192 pontos. O Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2022 caia 0,3% aos 106.475 pontos.
O dólar comercial recuava 0,14%, a R$ 5,659 na compra e R$ 5,660 na venda. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2022 era negociado em alta de 0,12%, a R$ 5,669.
Já no mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 avançava 12 pontos-base para 11,49%; DI para janeiro de 2025 subia 12 pontos-base para 10,52%; e o DI para janeiro de 2027 em alta de sete pontos-base a 10,41%.
Atenção ainda a dados econômicos nos EUA a serem divulgados nesta data. Será revelado o PCE, a medida favorita do Fed para os preços ao consumidor, às 10h30. No mesmo horário, também saem os pedidos de auxílio-desemprego semanal. Economistas consultados pela Refinitiv projetam 205 mil pedidos.
Os índices futuros em Nova York voltam a operar em alta. O Dow Jones futuro subia 0,36%; o S&P 500 futuro subia 0,35%; e os futuros da Nasdaq avançavam 0,27%.
A maioria dos mercados mundiais opera em leve alta na manhã desta quinta, após os últimos estudos sobre a Covid-19 criarem esperanças de que a recuperação global possa resistir à disseminação da nova variante Ômicron. A confiança do consumidor nos EUA e as vendas de imóveis ajudaram a trazer de volta parte do otimismo, assim como os estudos que indicam que a nova variante pode ter menos probabilidade de levar os pacientes aos hospitais do que a delta.
Na Europa, as Bolsas também operam em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600, que agrupa empresas de 17 países europeus, avançava 0,59%.
Pesquisadores na Escócia e no Imperial College London encontraram sinais de taxas de hospitalização mais baixas entre pessoas com Ômicron. Segundo a publicação, o risco de internação hospitalar para pacientes com a variante Ômicron da Covid-19 é de 40% a 45% menor do que os pacientes com a variante Delta.
Os novos dados somam-se a um estudo que mostra que os sul-africanos têm 70% menos probabilidade de desenvolver doença grave e 80% menos probabilidade de serem hospitalizados se contraírem a Ômicron.
Além disso, uma nova pílula anti Covid-19 desenvolvida pela Pfizer ganhou liberação para uso de emergência nos EUA. Já AstraZeneca e Novavax afirmaram que suas vacinas oferecem proteção contra a nova cepa.
No segmento de commodities, o preço do petróleo volta a subir no mercado interncional. O barril do Brent avançava 0,49%, a US$ 75,66; o do WTI sobe 0,65%, a US$ 73,23.
Fonte: Infomoney | Imagem: Germano Lüders/InfoMoney
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