Inflação veio acima do esperado em dezembro e empurra taxas de juros para cima no Brasil
O Ibovespa futuro abriu em queda nesta terça-feira (11) – às 9h10 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em fevereiro de 2022 registrava uma baixa de 0,25%, aos 103.090 pontos. A bolsa brasileira opera descolada dos principais índices do exterior, que sobem.
Os rendimentos dos treasuires americanos dão uma folga, após uma sequência de altas, recuando no mercado futuro. O título do tesouro dos EUA com vencimento em dez anos recua 2,1 pontos-base, para 1,759%.
Com isso, as bolsas no pré-mercado também avançam, com maior apetite ao risco. O Dow Jones futuro sobe 0,21%, o S&P 500, 0,33% e a Nasdaq, 0,49%.
Na Europa, as altas são ainda mais acentuadas, com os índices se recuperando das fortes quedas da véspera. O DAX, da Alemanha, sobe 1,11%. O FTSE, do Reino Unido, 0,69%. O STOXX 600, de todo o continente, 1,02%.
“As bolsas internacionais amanhecem positivas com o recuo nas taxas dos títulos de 10 anos americanos. Ainda nos EUA, hoje o presidente do Federal Reserve participará da audiência de confirmação do seu próximo mandato, podendo compartilhar um pouco do seu plano para a contenção da inflação americana nos próximos meses”, aponta a XP, em seu morning call.
Ibovespa futuro cai com alta da curva de juros, após IPCA mais alto do que consenso
Por aqui, porém, a divulgação de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,73 em dezembro, ante consenso de 0,65%, não permitiu que a curva de juros, que sobe em bloco no começo do pregão, acompanhasse os treasuries.
“Analistas estão monitorando de perto as medidas de núcleo da inflação, para avaliar se a inflação mensal está finalmente recuando em resposta à economia mais fraca e à política monetária mais apertada”, comentou a XP.
Os contratos DI com vencimento em janeiro de 2023 tem alta de 2 pontos-base, para 12,10%. Os para janeiro de 2025 avançam seis pontos, para 11,54%. Os para o mesmo mês de 2029 têm um acréscimo de quatro pontos, indo a 11,46%.
O dólar comercial, do outro lado, recua 0,24%, negociado a R$ 5,661 na compra e a R$ 5,662 na venda. O futuro, por sua vez, opera praticamente estável, recuando 0,03%, a R$ 5,688.
Fonte: Infomoney
