A economia não pode funcionar em alta capacidade, sem padrões oficiais estabelecidos por lei. Até os mais fervorosos defensores do livre mercado, acreditam que nós precisamos dos governos para nos fazer cumprir os direitos legais. Sem as leis o livre mercado não funciona e viveríamos em uma anarquia, um perigo já apontado por Adam Smith, pai da economia, já no século XVIII.
As pessoas precisam ter a segurança de que, se possuem determinada coisa, esta não lhes será confiscada arbitrariamente. O capitalismo depende muito da confiança. Quando um banco empresta dinheiro para alguém, a decisão de entregar esse dinheiro se baseia em parte na confiança de que o indivíduo irá conseguir pagar a dívida.
Em uma transação, as partes precisam confiar uma na outra, assim como na estrutura que envolve essa operação. Desta forma, o principal de um governo não é só em proporcionar bem-estar social, determinar taxas de juros ou redistribuir riqueza. Mas, em manter um sistema estável e justo de propriedade e de outros direitos legais, pelo qual possa cobrar aqueles que o violam.
Portanto, os governos devem não só assegurar-se de que as pessoas respeitarão as leis e os contratos, como devem criar as leis certas para garantir que as pessoas irão contribuir para uma economia próspera. Ao mesmo tempo, devem aplicar certos padrões inalienáveis de pesos, medidas e outras referências.
E agora, até onde deve ir o Estado?
Bruno Royo – Assessor de Investimentos da Diagrama
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