#ColunaDiquinta – Economia de guerra

Em tempos de guerra, é normal que até os países mais liberais entram em um regime com mais restrições. Estamos vendo na Ucrânia, que mulheres e crianças podem deixar o país, porém homens acima de 18 anos são proibidos de sair das fronteiras. Isso acontece, obviamente, porque o país precisa de uma maior quantidade de contingente para lutar.

Na primeira guerra mundial, os Estados, passaram a controlar a mão de obra, o emprego e a produção de bens de consumo. A economia de guerra incluiu a fixação dos preços das mercadorias, o racionamento mediante cotas de consumo da população, as fábricas deveriam produzir apenas artigos para a guerra, os salários ficavam congelados e as greves proibidas. Isso causou uma perda de poder aquisitivo, fazendo a população sofrer com a alta dos preços e congelamento dos salários.

Uma das adaptações mais conhecidas foi da Ford, que durante a segunda guerra parou de produzir seus icônicos carros, como o Ford Model 48, para produzir caminhões para o exército.

Posteriormente, as liberdades políticas foram suspensas e os parlamentos deixaram de ter voz, o que levou a motins e revoltas. Com toda essa situação insustentável, começaram a surgir movimentos pacifistas de todos os lados, levando a um término mais rápido da guerra.

Sob o ponto de vista econômico, a guerra gerou um desequilíbrio entre produção e consumo, o que levou a uma crise econômica com seu aspecto mais importante sendo, a inflação. Logo a um desequilíbrio social, ou seja, um empobrecimento da classe média. E essa situação só veio se normalizar depois da Segunda Guerra, com o plano Marshall.

O que podemos esperar dessa vez?

Uma das maiores exportadoras de trigo, milho e outras commodities importantes vem da região da Rússia/Ucrânia. Portanto esses países terão sua produção prejudicada ou até paralisada. Muitos desses países que fazem fronteira com a zona de guerra, farão estoque do que já tem. Com a diminuição brusca da oferta desses produtos, veremos uma pressão inflacionária nos preços, ou seja, esses preços vão subir para todo o mundo. Uma das medidas que os Estados tem para controlar a inflação é subir a taxa de juros. Então veremos mais inflação e mais juros altos, por mais tempo.

A história econômica geral é importante para saber como reagir da melhor maneira em situações semelhantes, ao longo do tempo.

Bruno Royo – Assessor de Investimentos da Diagrama

Entre em contato conosco: (11) 99332-0861 | Rua Amazonas, 439 CJ 45 – São Caetano do Sul XP (ABC) | Av. Ibirapuera, 1753 – XP Moema – SP.

Imagem: Universo Retro

Deixe um comentário

Parabéns, sua solicitação foi recebida e você acaba de receber gratuitamente nosso incrível ebook.

Para baixar acesse o seu e-mail.