#Cafénomia – E essa loucura do dólar?

No ritmo de Chitãozinho e Xororó “E nessa loucura” de inflação elevada, guerras ao redor do globo, crise sanitária e crise nos suprimentos, temos uma luz gerando uma boa notícia nesse mar de loucuras, a queda do dólar. Estamos há quase três meses com um fluxo constante de queda na cotação do dólar, fazendo com que ocorra uma coisa que não vemos a muito tempo, o dólar abaixo dos quatro reais e oitenta centavos. Sendo o menor patamar desde o início da pandemia mundial, esse ponto tem gerado ânimo em diversos setores brasileiros, principalmente os dependentes de algum produto importado.

Mas, afinal, o que está acontecendo para gerar essa loucura no dólar em meio aos problemas brasileiros?

O dólar, como todo tipo de moeda, é nada mais, nada menos que um bem negociável. Isso significa que ele sofre das mesmas leis de oferta e demanda dos demais produtos na sociedade, conforme temos mais oferta de dólar, menos será seu preço em reais.

Diversos fatores têm colaborado para que essa oferta de dólares na economia continue a se elevar. Estamos com fluxos cambiais entrando na bolsa brasileira que já somam mais de 63 Bilhões de reais. A crise ucraniana vem causando o aumento de diversos preços de commodities que são produzidos no Brasil. E um fluxo dos mais diversos tipos de investimentos dentro do território brasileiro. Tudo isso tem colaborado para que tenhamos um fluxo cambial que tem auxiliado a moeda brasileira a se valorizar perante a moeda estadunidense.

Existem diversas empresas, que dependem de produtos importados, que podem utilizar dessa queda para reduzir seus custos e conseguir aproveitar, ou maiores margens de lucro, ou ter que repassar menores aumentos de preços para o consumidor final. Aqueles com mais contato com seus assessores de investimento, inclusive, podem estar aproveitando a queda para fazer diversas travas cambiais para não sofrer com as oscilações dos preços.

Também temos diversas melhores no efeito inflacionário. Com a queda do câmbio, podem ocorrer aumentos de preços internacionais que, consequentemente, aumentariam os custos de produção, que não serão sentidos pelas empresas brasileiras. Desta forma, evitando que se eleve ainda mais a inflação ao longo de 2022.

Essa baixa do dólar não deve durar para sempre, porém, quanto mais duradoura ela for, mais conseguiremos ter melhoras na economia brasileira já ao longo de 2022, sem termos que esperar que se inicie um novo mandato presidencial em 2023.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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Imagem: Reuters

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