#Cafénomia – Novos Lockdowns, novas faltas de produtos

Enquanto no Brasil começamos a ter um respiro com as reduções dos números de casos de COVID, na China o pesadelo dos confinamentos volta à tona. Com a política de “COVID ZERO”, cidades estão sendo fechadas novamente e o “fique em casa” volta com força total. Apesar do que alguns pensam, esse problema não é só dos chineses.

A globalização tem diversos benefícios para o mundo, ao aproveitar as vantagens locais, consegue-se produzir produtos aos menores preços possíveis e aumentar o consumo de todo o globo, porém, ela não traz somente vantagens. Da mesma forma do caso de termos uma catástrofe no polo industrial local, quando temos um problema no polo industrial da globalização, todo mundo sofre com falta de produtos que eram produzidos nele. E é aí, onde devemos nos preocupar com os nossos parceiros comerciais.

Atualmente, a maior parte dos produtos industrializados teve suas fábricas mudadas para a China, muitas vezes para poder abaixar o custo de produção e aumentar a quantidade de produtos entregue aos consumidores. Porém, devido a concentração gerada pelas empresas movendo cada vez mais suas plantas de produção para o gigante asiático, os fechamentos causados pelo Corona vírus não impactam somente os Chineses e o emprego local, ele impacta toda a cadeia de suprimentos globais.

Devemos nos preparar para que, nas próximas semanas, passemos pelos mesmos apertos que passamos no começo da pandemia, em que faltavam produtos para comprar e víamos diversos tipos de produtos ficarem cada vez mais caros. Não esqueçamos que até mesmo o alho consumido em larga escala pelos brasileiros tem uma parte relevante oriunda da China, ou seja, não será impactado somente aquele produto supérfluo que pode se passar algumas semanas sem o comprar, teremos pressão inflacionária em quase todas as pontas da cadeia de suprimentos.

Esse problema já está tomando as preocupações dos líderes dos demais países do globo. Pegando como exemplo o mercado de microchips, diversos países, incluindo o Brasil, já iniciaram campanhas de incentivos fiscais para a produção desse produto em território nacional e depender menos dos gigantes asiáticos. Esse movimento não causará uma evasão devastadora da dependência da China em nossa economia, porem auxiliará a não passarmos o aperto que passamos nesses últimos três anos.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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Imagem: Hector Retamal

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