Nos jornais, muito se comenta sobre o fluxo estrangeiro na bolsa de valores, incluindo os momentos de entrada e outros de saída. A forma com que os investidores internacionais investem no país nos ajuda a entender muito sobre o comportamento da bolsa nesse período. Mas, por que eles são importantes?
Há meses, acompanhamos a bolsa brasileira se recuperar da queda causada pela pandemia de covid-19 e assumir níveis nunca registrados. Ações dispararam, empresas se valorizaram e diversas pessoas físicas entraram diretamente na bolsa de valores para aproveitar esse movimento. Nesse período, comentou-se muito que eram os pequenos investidores que estavam gerando esse fluxo.
Isso foi comemorado por não ser algo comum. Normalmente, os grandes movimentos são feitos por decisões de grandes investidores que movimentam quantias de ativos que necessitam de alguns dias para poderem ser desfeitas. Esses investidores são, normalmente, investidores institucionais, sejam nacionais ou não. E essa é a questão de porque é tão importante observar a entrada de fluxo estrangeiro na bolsa de valores.
O mercado brasileiro de renda variável hoje é muito maior do que já foi, porém, ainda é muito pequeno em comparação com alguns pares internacionais. Quantias enormes de recursos financeiros são movidos diariamente entre investimentos ao longo do globo. Dentre os maiores movimentadores dessas divisas, temos diversos fundos que conseguem abrir posições gigantescas nas bolsas dos países.
Caso tenha uma entrada grande de capital, inevitavelmente o preço do ativo irá se valorizar pelo volume investido nele. Porém, o inverso também é verdadeiro. Quando temos saída de uma grande quantidade de capital, o preço do ativo que vai ser vendido será também influenciado, a ponto de causarem diversas quedas que vimos ao longo de 2021 e 2022.
É necessário observar o fluxo dos investidores estrangeiros, para que ocorra uma reação mais rápida a movimentos de saídas de grandes institucionais, que trazem grande volatilidades nas bolsas. Dessa forma, conseguimos evitar que a carteira sofra por movimentações pontuais de grandes fundos.
Apesar disso, não se deve operar única e exclusivamente por esse indicador. Desde que o Brasil perdeu o grau de investimento que tinha anteriormente, diversos fundos de mais longo prazo deixaram o país e outros fundos, com intenção de mais curto prazo, começaram a ter o Brasil como um país atrativo onde podiam fazer mais operações.
Hoje, seus investimentos estão pensando nos movimentos mais longos do fluxo cambial? Caso não, entre em contato com os assessores da Diagrama Investimentos e tenha uma assessoria que está preparada para os cenários turbulentos.
Imagem: Amanda Perobelli/Reuters
Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável
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