O uso ineficiente de fontes de energias poluentes aumentou drasticamente a poluição das regiões ao redor dos polos consumidores energéticos, a ponto que somente o aumento da eficiência desses setores não é mais uma solução suficiente. Dentre as alternativas levantadas, uma tem levantado muitos apoiadores por sua potência, da mesma forma que tem gerado diversas controversas e críticas, a energia nuclear.
Essa energia, que se é produzida utilizando urânio levemente enriquecido (aumentado os níveis de radiação), tem grande capacidade de substituir a grande demanda de energia mundial devido a quantidade de energia produzida por hora e por material utilizado. Incentivado durante o período da guerra fria, as Usinas brasileiras Angra I e Angra II tem potência de gerar juntas aproximadamente 2 GW, ou seja, tem potência para gerar energia suficiente para suprir 3,6% da energia consumida no país em 2003.
Entretanto, essa energia não vem sem riscos. Apesar de serem extremamente eficientes, todo o processo tem um subproduto muito criticado e temido mundialmente, a radiação. Desde o enriquecimento ao subproduto produzido pela geração de energia, a radiação é um dos maiores problemas que a geração nuclear de energia pode causar. Com danos drásticos as pessoas e a vegetação, um vazamento da radiação pode provocar consequências monstruosas, como ocorreu em Chernobyl. Isso tem gerado medo e críticas de forma que o desenvolvimento tecnológico nesse setor tem progredido a passos curtos e demorados, uma vez que muitos são contra tal fonte energética.
Porém, devemos lembrar também que até mesmo as tragédias não são irreversíveis. Desde as áreas japonesas bombardeadas pelos EUA na segunda guerra mundial até Chernobyl tem tido recuperação de vida. As cidades japonesas hoje já estão 100% habitadas e até mesmo a cidade da maior catástrofe nuclear do mundo já teve até mesmo excursões turísticas para visitação do local (atualmente ocupadas por tropas russas). A natureza junto a mão humana pode recuperar esses locais, revertendo os desastres.
O aumento da eficiência e a redução do lixo nuclear produzido, devido ao processo de reciclagem, também tem diminuído drasticamente a quantidade de substratos não utilizáveis e a eficiência do processo total de produção energética através de minérios radioativos. Isso também em sido potencializado pela criação de reatores nucleares de menor potência, que são mais seguros e reduzem a chance de acidentes como o de Chernobyl ocorra novamente.
Devido aos riscos de criação de armas nucleares, o processo tem que ser acompanhado de forma minuciosa e por diversas autoridades mundiais sobre o assunto. Essa fonte energética pode, e provavelmente irá auxiliar o mundo no futuro a reduzir sua dependência de fontes fósseis, possibilitando não somente uma melhor qualidade ambiental, mas também fazendo com que as reservas fósseis durem mais.
Imagem: Canal Tech
Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável
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