Novas projeções da gigante americana afetam ações de varejistas, enquanto os investidores aguardam por reunião do Fed amanhã
Os índices futuros de Nova York recuam na manhã desta terça-feira (26) após o Walmart cortar sua previsão de lucro, fazendo com que as ações de varejo despencassem no after-market.
A varejista cortou ontem (25) sua projeção (guidance) de lucro trimestral e anual, relatando que a inflação está fazendo com que os compradores gastem mais em necessidades como alimentos e menos em itens como roupas e eletrônicos.
Os mercados aguardam pela decisão sobre juros do Fed (quarta-feira), em busca de maiores pistas sobre o futuro de sua política monetária, além de relatórios corporativos de empresas de tecnologia.
Hoje, o Fed iniciará sua reunião de política de dois dias. Os participantes do mercado estão amplamente esperando um aumento de 0,75 ponto percentual.
Coca-Cola, McDonald’s e General Motors devem divulgar seus lucros hoje antes do pregão. Alphabet, Microsoft, apresentarão relatórios após fechamento dos mercados.
Os mercados asiáticos fecharam em alta, com exceção ao índice Nikkei, no Japão.
Já bolsas da Europa operam sem direção definida nesta terça-feira, com os investidores digerindo uma nova rodada de lucros corporativos e aguardando a decisão de política do Fed na quarta-feira.
No Brasil, o grande destaque do dia é o IPCA-15 de julho, com projeção Refinitiv de avanço mensal de 0,17% e de alta de 11,41% frente julho de 2021. Já a temporada de balanços ganha tração, com a divulgação de resultados do Carrefour Brasil (CRFB3), Vivo (VIVT3) e Neoenergia (NEOE3) após fechamento do mercado.
Confira mais destaques:
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York operam baixa na manhã desta terça-feira (26) após o Walmart reduzir projeções do lucro, o que leva o setor de varejo a cair em conjunto.
A grande varejista disse que os preços mais altos estão estimulando os consumidores a reduzir os gastos com mercadorias de margens mais altas, principalmente em vestuário.
Além disso, os investidores estão se preparando para uma enxurrada de resultados de tecnologia esta semana, bem como o resultado da reunião do Federal Reserve, que ajudará Wall Street a direcionar suas expectativas para o resto do ano.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), -0,37%
- S&P 500 Futuro (EUA), -0,26%
- Nasdaq Futuro (EUA), -0,33%
Ásia
A maioria dos mercados asiáticos fecharam no campo positivo. No radar econômico, o PIB da Coreia do Sul superou as estimativas. A economia da Coreia do Sul cresceu 0,7% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre de 2022.
O índice Hang Seng de Hong Kong avançou 1,67%, com Alibaba saltando 4,82% depois que a empresa disse em comunicado à imprensa que solicitará uma listagem primária na Bolsa de Valores de Hong Kong, onde suas ações já estão listadas.
Se concluída, a empresa se tornará uma empresa listada em duas categorias principais em Hong Kong e Nova York. Isso deve acontecer antes do final de 2022.
- Shanghai SE (China), +0,83%
- Nikkei (Japão), -0,16%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +1,67%
- Kospi (Coreia do Sul), +0,39%
Europa
Os mercados europeus operam mistos à espera de uma nova rodada de resultados corporativos e aguardando a decisão de política do Federal Reserve amanhã (27).
Os resultados corporativos serão um dos principais impulsionadores do mercado nesta semana. UBS, UniCredit , Unilever , EasyJet , LVMH , Dassault Systemes e Randstad estão entre as empresas que reportaram resultados hoje.
O UBS divulgou números abaixo das expectativas para o segundo trimestre de 2022, pois suas divisões de gestão de patrimônio e banco de investimento viram a atividade de clientes em queda devido à desaceleração do mercado global.
- FTSE 100 (Reino Unido), +0,84%
- DAX (Alemanha), -0,25%
- CAC 40 (França), -0,02%
- FTSE MIB (Itália), -0,48%
Commodities
Os preços do petróleo avançam pelo segundo dia devido às crescentes preocupações sobre o aperto no fornecimento europeu depois que a Rússia, um importante fornecedor de petróleo e gás natural para a região, cortou o fornecimento de gás através de um grande oleoduto.
As cotações do minério de ferro sobem pela terceira sessão consecutiva, com otimismo de que um fundo imobiliário para apoiar construtoras na China ajudará a aliviar a crise no setor.
- Petróleo WTI, +1,85%, a US$ 98,49 o barril
- Petróleo Brent, +1,67%, a US$ 106,91 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 5,57%, a 748,50 iuanes, o equivalente a US$ 110,79 por tonelada
Bitcoin
- Bitcoin, -4,35% a US$ 21.095,80 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
O grande destaque desta terça-feira (26) fica para o IPCA-15 de julho. O Morgan Stanley espera alta de 0,18% na comparação com junho, com a alta em 12 meses indo para 11,44%. Já a projeção do Itaú é de um aumento mensal de 0,19%, levando a taxa anual a 11,46% (de 12,04% em junho).
“Esta leitura já deve mostrar algum efeito das reduções de impostos sobre combustíveis, telecomunicações e energia elétrica, com impacto deflacionário para os consumidores, embora não totalmente, já que a janela de coleta do IPCA-15 começa na metade do mês anterior, antes da implementação dessas medidas (o IPCA cheio de julho, incorporando uma maior parte do efeito, deve registrar deflação de 0,67%)”, aponta o Itaú.
Do lado internacional, o destaque é a reunião de política monetária do Federal Reserve, amanhã (27). A projeção das equipes de análise econômica do Bank of America, Itaú e Bradesco são de uma alta de 0,75 ponto percentual, mesma magnitude da elevação em junho, colocando os juros no patamar entre 2,25% e 2,5%.
A expectativa fica ainda para a fala de Jerome Powell, chairman do Fed, após a decisão.
Brasil
8h: INCC-M
9h: IPCA-15 de julho, com projeção de alta de 0,17% frente junho e avanço de 11,41% na comparação anual.
EUA
11h: Sondagem industrial do fed Richmond
11h: Vendas de casas novas
11h: Confiança do consumidor
17h30: Variação de estoques de petróleo – API
Fonte: Infomoney
