#Cafénomia – China injeta mais dinheiro nas construtoras, te impacta?

Mais uma vez a China anuncia novas injeções de capital nas construtoras. Um movimento que deve impactar majoritariamente a economia interna, e é de extrema importância para os brasileiros, mas muitos não percebem seus impactos. Você pode se perguntar, o que uma injeção financeira no outro lado do globo pode me impactar?

Não é de surpresa para ninguém que a economia chinesa cresceu a ponto de se tornar a segunda maior economia do mundo moderno. Independente de questões sociais, atualmente ela se tornou não somente uma produtora imensa de produtos manufaturados como, principalmente, um mercado que vem consumindo recursos em escala suficientes para superar a estadunidense em alguns setores.

A imensa população do país e o aumento de renda per capto que o país posui é um dos principais combustíveis para que países produtores de matéria prima tenham suas economias girando e acelerando o ritmo no século atual. Entretanto, esse movimento vem causando uma dependência internacional do país.

Na África, América, Ásia e na Europa tiveram um aumento drástico de produtos industriais importados e, em sua maioria, tiveram uma dominância grande da China em suas importações. As facilidades locais chinesas fizeram com que diversas empresas transferissem as fábricas de seus países originais para o dragão asiático. Por conta disso, a cada ano, a quantidade de produtos aumentava e deixava de ser produzidos internamente.

Isso fez com que tivéssemos diversos anos de fluxos maciços de dinheiro e recursos sendo direcionados para a China. Tal fluxo fez com que cada vez mais a economia interna chinesa tenha um aumento na demanda de produtos diversos, entre eles, um produto que poucos lembramos que é um produto, a moradia.

Com melhores condições financeiras e incentivo governamental, a procura por locais melhores e mais distantes dos centros urbanos do século passado fizeram com que diversas empresas destinadas a construção civil fossem criadas para que pudessem fornecer moradia ao povo chinês. Junto desse movimento, foi-se crescendo também a demanda pelos produtos básicos utilizados na produção civil, dentre eles, o minério de ferro.

Hoje, o Brasil possui a maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale do Rio Doce. Sem falar da geração de empregos diretos, ela é uma grande geradora de divisas e renda para a economia brasileira, além de ser uma das duas empresas que mais tem peso no índice da bolsa de valores do Brasil, o Ibovespa. Devido ao peso que a economia chinesa tem, problemas que impactem seu consumo impactam drasticamente as empresas ligadas a esses commodities.

Atualmente, a economia chinesa está passando por uma crise no setor imobiliário. Com isso, diversos projetos tiveram sua velocidade reduzida, e com isso, a demanda por commodities está diminuindo. Para reduzir os problemas atuais, o governo tem feito diversas injeções de dinheiro nas empresas para diminuir as chances de elas terem maiores problemas e tentar garantir que elas continuem a funcionar corretamente. Em cada uma dessas injeções está se corrigindo o preço das commodities para cima, beneficiando os países exportadores de commodities, como o Brasil.

Somos uma economia que sobrevive de exportações de produtos básicos, devemos ver com bons olhos as diversas tentativas de melhorar a economia chinesa, porém, até quando essas políticas terão efeito?

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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