Semana passada tivemos o anúncio do Comitê de Política Monetária a respeito dos possíveis caminhos da taxa básica de juros no Brasil. A indicação de um possível fim próximo para os aumentos fez com que diversas empresas na bolsa de valores se valorizassem e subissem mais de 10% no dia. Caso entre no detalhe, uma parte considerável dessas altas foi de empresas com um nível de dívida mais elevado. As grandes empresas fazem dívidas? Vou te explicar.
Uma pessoa física consegue fazer diversos tipos de dívidas, desde as dívidas para moradia, dívidas para compra de bens específicos de maior valor, como um carro, ou até dívidas ligadas ao uso de mais do que a totalidade dos recursos em sua conta corrente. Cada uma dessas dívidas tem um fator gerador diferente e significam situações diferentes, podendo representar desde a busca por algum projeto maior quanto o descontrole financeiro de sua vida.
Com as empresas não é diferente. Existem diversos tipos de dívidas e, dentre os tipos, diversos fatores causadores para elas. Existem empresas que atualmente estão muito endividadas por problemas operacionais e tiveram que declarar falência e venda de parte de seu operacional e de suas ferramentas para custear as dívidas que fizeram. Porém, também existem aquelas que foram feitas para financiar projetos de expansão e agilizar seu processo de crescimento no mercado.
Diferente das pessoas físicas, as empresas não têm somente o banco como principal fornecedor de recursos para elas se endividarem. Dentre as formas, existem aquelas em que elas estão ligadas a principal taxa de referência do Brasil, a Selic e ao CDI.
Conforme as taxas de referência para as dívidas sejam mais baixas, mais aquele determinado projeto que só conseguiu sair do papel com dívida se torna mais lucrativo, fazendo com que essa se valorize e possa gerar mais retorno aos acionistas. Da mesma forma, empresas que estavam drasticamente endividadas a ponto de vender parte do operacional, elas acabam se valorizando, por terem seu caixa menos pressionado
Entretanto, nem todas as empresas que se valorizaram com a notícia tem elevados níveis de dívida. Algumas foram puxadas pelo efeito manada e acabaram gerando bons lucros para os seus investidores. Por isso, fiquem sempre de olhos abertos as empresas que estão investindo e se o impacto realmente é justificado por alguma razão.
E você? Teve alguma das empresas que valorizaram mais de 10% após a reunião do Copom? Deixe nos comentários dos posts das redes sociais qual foi e se isso te ajudou muito ou se só abaixou o prejuízo que está com elas.
Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável
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