Creio que não tenha um assunto que seja mais falado no mercado financeiro que a dívida do governo. Seja por conta do seu tamanho ou sobre os títulos atrelados a ela, essa dívida é amada por alguns, odiada por outros e amada/odiada ao mesmo tempo por muitos. Hoje, em 78,3% do PIB, a dívida do governo conseguiu ficar aparentemente controlada, mas, por que o governo se endivida?
Todos já viram as promessas que todos os governantes fazem nas campanhas. Muitas são boas, outras são mais que boas, porém, todas precisam de uma coisa para ocorrerem, dinheiro para financiar o projeto. Da mesma forma que uma empresa, o governo pode esperar, captar recursos através dos impostos e, somente depois, fazer o projeto, mas sabemos que esse é o método que demorará alguns meses para captar os recursos necessários. Muitos projetos, como saneamento, saúde e infraestrutura não podem esperar meses para serem iniciados e, para serem viabilizados mais rapidamente, os governos os financiam através de dívidas.
Todos sabem que dívida por dívida não é uma boa escolha, porém, não somente por urgência, mas se é esperado que, com a melhora na saúde, infraestrutura, entre outros, que o governo aumente a arrecadação ao longo do tempo e, com esse aumento, pague todas as dívidas com recurso de sobra para iniciar novos projetos. O problema das dívidas do governo, falado tanto pelos economistas atualmente, é quando esse movimento não ocorre.
Nem sempre se tem um aumento na arrecadação suficiente para suprir aquilo que era esperado, ou até mesmo, suficiente para compensar aquele projeto emergencial que teve que ser feito às pressas. Quando isso ocorre, as dívidas não conseguem ser pagas somente com os recursos dos impostos e tem que se fazer o inevitável, a rolagem delas. Como sabem pelos juros compostos, rolar a dívida só faz com que ela cresça cada vez mais, podendo chegar a níveis insustentáveis em caso de taxas de juros elevadas, como acima de 100% do PIB.
Hoje, o Brasil está conseguindo ficar minimamente estável em suas dívidas. Apesar das altas nos juros recentes, o governo tem tido receitas recordes e abaixado a dívida/PIB. Esse controle gera alivio naqueles que possuem dívidas governamentais, os Títulos Públicos.
Os Títulos Públicos são a forma de pessoas físicas, empresas e bancos investirem nas dívidas do governo e serem remunerados por isso. Sejam títulos atrelados à taxa Selic, sejam atrelados à inflação ou sejam prefixando o ganho que receberão. Atualmente, são considerados os investimentos mais seguros que um país pode ter em moeda corrente, porém, não são todos os títulos que são bons a todos os momentos.
O investidor deve ficar atento a prazos, pagamentos de juros e ao indexador da mesma forma que se atenta a todos os demais tipos de renda fixa. Uma carteira bem planejada e bem distribuída entre eles pode ser a diferença de você, não somente ter uma boa rentabilidade, mas também manter seu recurso devidamente alocado.
E você, já investe nos títulos do governo ou ainda não conhece esses investimentos? Ou melhor, já conhece os investimentos que ganham dos Títulos Públicos? Chame o seu assessor para conversar. Existem debêntures e CRAs que superam esse investimento e podem caber bem no seu perfil de investidor.
Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável
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