Falas de membros do Fed após ata do Fomc, inflação na Europa, queda do minério e mais assuntos do mercado hoje 

Por aqui, investidores acompanham também falas de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto em eventos.

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho, enquanto os índices futuros de Nova York operam perto da estabilidade na manhã de quinta-feira (18), após a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) deixar os próximos passos da autoridade monetária em aberto.

O BC americano disse continuar comprometido em combater a inflação, mas indicou que intensidade do aperto monetário dependerá de indicadores econômicos.

Nesse sentido, investidores esperam que o Fed possa desacelerar o ritmo de seus aumentos de juros depois que a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de julho mostrou que a inflação desacelerou um pouco. Mas nem todos os participantes do mercado estão convencidos.

Em indicadores, saem os números de pedidos semanais de seguro-desemprego e vendas de casas usadas.

Já as bolsas da Europa operam sem direção definida, com investidores repercutindo o índice preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro de julho, que apresentou crescimento de 0,1% na base mensal e de 8,9% na base anual.

No Brasil, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Paulo Guedes, ministro da Economia, falam sobre perspectivas econômicas em um evento.

Confira mais destaques:

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Após o índice a vista do Dow Jones interromper uma sequência de cinco altas na sessão anterior, os índices futuros dos EUA operam no vermelho com investidores se posicionando à espera dos próximos passos do Fed.

A ata do Fomc disse que a autoridade monetária vai acompanhar os próximos indicadores da economia, como inflação, mercado de trabalho e índices de atividade. Assim, deixou a porta aberta para ajustes que podem ser tão agressivos quanto o último ou mais suaves, nos próximos encontros.

O Fed elevou sua taxa de juros de referência de um dia em 2,25 pontos percentuais neste ano, para uma faixa de 2,25% a 2,50%. Após a divulgação da ata, operadores de contratos futuros vinculados à taxa básica de juros do Fed viram uma alta de 0,50 ponto percentual como mais provável em setembro.

“Eles permaneceram ‘hawkish’ (duros com a inflação), mas também abriram a porta talvez para um aumento de 0,50 ponto percentual em setembro, em vez de 0,75 (ponto)“, disse Peter Cardillo, economista-chefe de mercado da Spartan Capital Securities, em Nova York.

No front corporativo, Kohl’s, Tapestry, Estee Lauder e Ross Stores reportam seus resultados nesta quinta-feira. A Applied Materials também publicará sua atualização trimestral.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,11%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,12%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,16%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa também repercutindo a ata do Fed.

Em destaque na política monetária da região, após elevar as taxas em 50 pontos-base na quarta-feira, o presidente do Banco da Reserva da Nova Zelândia, Adrian Orr, disse na quinta-feira estar confiante de que a inflação está caindo.

Enquanto isso, o banco central filipino está se reunindo sobre as taxas de juros e deve aumentar as taxas em 50 pontos base.

Na China, a mídia local informa que governos locais podem vender mais de US$ 229 bilhões em títulos para financiar investimentos em infraestrutura e impulsionar a economia do país. Na região, os EUA e Taiwan iniciaram conversas para a criação de um acordo comercial, o que pode elevar ainda mais as tensões com a China.

  • Shanghai SE (China), -0,46%
  • Nikkei (Japão), -0,96%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,80%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,33%

Europa

Os mercados europeus operam sem direção definida em meio à contínua cautela do mercado sobre as perspectivas inflacionárias. O índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro de julho cresceu 0,1% na mensal e 8,9% na base anual, em linha com consenso Refinitiv.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,16%
  • DAX (Alemanha), +0,29%
  • CAC 40 (França), +0,23%
  • FTSE MIB (Itália), +0,28%

Commodities

As cotações do petróleo sobem nesta quinta-feira (18), estendendo os ganhos da sessão passada. O início da manhã tinha sido de queda para os preços, em meio ao aumento da produção da Rússia e as preocupações com uma possível recessão global.

Os russos começaram a aumentar gradualmente a produção de petróleo após restrições relacionadas às sanções e à medida que os compradores asiáticos aumentaram as compras, levando Moscou a aumentar suas previsões de produção e exportações até o final de 2025, mostrou um documento do Ministério da Economia revisado pela Reuters.

Já o minério de ferro de Dalian caiu para uma mínima de três semanas nesta quinta-feira, perdendo os US$ 100 a tonelada, enquanto os preços do ingrediente siderúrgico operavam voláteis em Cingapura, pressionados por preocupações com a fraca demanda de aço e o aumento da oferta na China.

Uma onda de calor recorde que atingiu várias regiões da China, maior produtora de aço, causou escassez de energia, forçando as autoridades a racionar a eletricidade com o uso residencial priorizado em relação ao consumo industrial. Os estoques de minério de ferro no porto na China em um pico de três meses aumentaram a pressão sobre os preços, disseram analistas da Huatai à Reuters.

  • Petróleo WTI, +1,16%, a US$ 89,13 o barril
  • Petróleo Brent, +1,36%, a US$ 94,92 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,96%, a 678,50 iuanes, o equivalente a US$ 99,90

Bitcoin

  • Bitcoin, -1,50% a US$ 23.457,30 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Nesta quinta (18), haverá divulgação de números de pedidos de seguro-desemprego semanal e dados de vendas de casas usadas nos Estados Unidos. Além destes indicadores, dois membros do Fed discursam, podendo comentar a ata do Fomc publicada ontem (17).

No Brasil, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Paulo Guedes, ministro da Economia, palestram em evento do BTG sobre perspectivas macroeconômicas.

Brasil

10h: Paulo Guedes, ministro da Economia, participa da 23ª Conferência Santander – Painel: Propostas para o Brasil (fechado à imprensa)

10h30: Roberto Campos Neto, presidente do BC, palestra em evento fechado

11h30-11h40: BC inicia nesta 5ª rolagem de US$ 15,6 bilhões em swaps cambiais

15h: Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio eletrônico. (fechado à imprensa)

16h: Guedes palestra em evento fechado

18h30: Pesquisa eleitoral Datafolha

fonte: infomoney

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