Dados econômicos da Alemanha e do Reino Unido também movimentam o mercado na sessão
Os mercados asiáticos fecharam mistos, enquanto os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa recuam nesta sexta-feira (19), repercutindo a incerteza global à medida que investidores traçam o curso da política monetária e continuam a digerir os resultados corporativos.
Os três principais índices dos EUA fecharam ligeiramente em alta na quinta-feira, colocando o Dow e o S&P 500 no caminho para uma possível semana de ganhos. O S&P 500 subiu apenas 0,08%, mas essa ainda seria sua quinta semana positiva consecutiva. O Dow subiu 0,71% na semana, a caminho de sua quarta semana positiva em cinco.
Por mais que esta semana tenha visto movimentos relativamente fracos em Wall Street, ela vem logo após um sólido rali desde meados de junho.
O sentimento dos investidores foi um pouco abalado desde o meio da semana, depois que a ata da reunião do Federal Reserve de julho mostrou que membros do Fed não considerariam recuar nos aumentos das taxas de juros até que a inflação caísse substancialmente, apesar de uma ligeira desaceleração na inflação que ofereceu alguma esperança de um aperto menos agressivo.
Em dia sem indicadores nos EUA, está no radar o resultado melhor do que o esperado e perspectivas otimistas da empresa de equipamentos semicondutores Applied Materials, divulgados na noite de quinta-feira. As ações da empresa subiram cerca de 2% no after-hours.
Por aqui, a agenda de indicadores também está esvaziada. No front corporativo, acionistas da Petrobras vão eleger o novo conselho de administração da petroleira, às 13h (horário de Brasília).
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA recuam nesta manhã de sexta-feira, enquanto investidores repercutem as sinalizações de integrantes do Fed sobre o ritmo de aumentos futuros das taxas de juros e sinais de uma economia dos EUA resiliente.
O Federal Reserve precisa continuar elevando os custos dos empréstimos para controlar a inflação elevada, disseram várias autoridades do banco central dos EUA na véspera ao debater com que rapidez e quão alto os juros deveriam ser aumentados.
A presidente da distrital do Fed em São Francisco, Mary Daly, disse na véspera não acreditar que os Estados Unidos estejam se encaminhando para uma recessão, considerando-se os gastos com consumo e a situação do mercado de trabalho.
Daly, que não vota nas reuniões de política monetária do Fed este ano, admitiu que a inflação dos EUA está muito elevada, mas ressaltou que o mercado de trabalho americano também está muito forte.
O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse na quinta-feira ser a favor de um aumento de 0,75 ponto percentual (p.p.) na próxima reunião do Fed em setembro. O Fed elevou as taxas nesse ritmo nas duas últimas vezes em que se reuniu.
Bullard ainda afirmou que levará 18 meses para retirar as pressões de preços e levar a inflação à meta de 2%.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), -0,58%
- S&P 500 Futuro (EUA), -0,78%
- Nasdaq Futuro (EUA), -0,97%
Ásia
As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam sem direção definida no último pregão desta semana, com destaque para o Shanghai Composite, que caiu 0,59%, para 3.258,08.
Já o Nikkei, do Japão, fechou estável após a inflação de julho subir para 2,6%, de 2,4% em junho. O resultado ficou acima das expectativas de 2,2% e acima da meta do Banco do Japão de 2,0%.
- Shanghai SE (China), -0,59%
- Nikkei (Japão), -0,04%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +0,05%
- Kospi (Coreia do Sul), -0,61%
Europa
Os mercados europeus operam em baixa à medida que investidores repercutem dados de vendas no varejo do Reino Unido de julho e índice preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) alemão.
O volume de vendas no Varejo do Reino Unido cresceu 0,3% na base mensal, mas recuou 3,4% na base anual. Enquanto isso, o PPI alemão apresentou crescimento de 5,3% na base mensal, bem acima do consenso de 0,6%.
- FTSE 100 (Reino Unido), -0,24%
- DAX (Alemanha), -0,87%
- CAC 40 (França), -0,72%
- FTSE MIB (Itália), -1,38%
Commodities
Após fechar em alta por duas sessões consecutivas, os preços do petróleo recuam nesta sexta-feira. Mais cedo, os contratos operavam em alta devido a esperanças de uma forte demanda por combustível após uma queda acima do esperado nos estoques de petróleo dos EUA, afastando as preocupações sobre uma desaceleração econômica global.
No mercado de minério, os futuros de Dalian e Cingapura têm nova baixa nesta sexta-feira e caminham para a sua maior queda semanal desde meados de julho, com o aumento da preocupação com a demanda pelo ingrediente siderúrgico na China à medida que sua economia mostra sinais de desaceleração.
Uma onda de calor na China, maior produtora de aço, trouxe racionamento de eletricidade, forçando algumas usinas a interromper as operações. Isso aumentou a preocupação com a demanda de minério de ferro.
- Petróleo WTI, -1,33%, a US$ 89,30 o barril
- Petróleo Brent, -1,41%, a US$ 95,23 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,97%, a 673,5 iuanes, o equivalente a US$ 98,96
Bitcoin
- Bitcoin, -7,21% a US$ 21.769,71 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
A semana termina sem a divulgação indicadores relevantes tanto aqui como nos EUA. Dessa forma, no cenário local, o destaque vai para AGE que elegerá o novo Conselho de Administração da Petrobras.
Brasil
10h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, se reúne com representantes do Instituto Combustível Legal (ICL) (fechado à imprensa)
11h30: Campos Neto tem reunião com representantes do Banco Safra S/A para apresentação, por parte dos audientes, de seu cenário macroeconômico (fechado à imprensa)
13h: Paulo Guedes, ministro da Economia, tem reunião com a Coalizão da Indústria
13h: Assembleia geral extraordinária (AGE) da Petrobras para eleição do novo conselho
EUA
10h: Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond, participa de painel em conferência da Associação de condados de Maryland
15h: Contagem de sondas Baker Hughes
Fonte: Infomoney
