#Cafénomia – O fim de uma grande jornada de trabalho

Semana passada, mais precisamente no dia 8 de setembro, tivemos a triste notícia do falecimento da Rainha Elizabeth II. Ela foi uma figura que marcou muito a face do Reino Unido, desde aparecer na moeda britânica até ser símbolo de resiliência. Conseguiu manter a aparência, classe e, principalmente, o afeto da população em um período que o movimento antimonárquico ganha mais voz, apesar de seu número ainda ser menor. O falecimento da monarca, pode gerar um clima de atenção a um dos pontos econômicos que pode ficar prejudicado com a mudança da face da Inglaterra.

Alguns podem ter estranhado as preocupações acima e se questionado “Como assim? A família real é só uma família privilegiada que só gasta o dinheiro da população inglesa”. Esse equívoco é muito comum. Muitos não chegam a saber da quantidade/origem de dinheiro que é gerado pelos membros da família real. Apesar de aparentarem não trabalhar efetivamente, eles têm um trabalho de extrema importância para os britânicos e é um trabalho que não tem férias ou horário de descanso, eles são um símbolo de país e de povo.

Como símbolo, eles seguem regras de aparência, porte, comportamento e etc.. Seus hábitos são observados pelos membros do seu país, da Commonwealth e de outros diversos países que observam uma das mais duradouras monarquias vivas.

Para exemplificar, irei divulgar alguns dados que o “ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE” conseguiu ao analisarem no casamento de 2018. No casamento, foi estumado que foram gastos 45 milhões de dólares, sendo a maior parte dos gastos destinados a segurança. Só do turismo, estimaram que foram gerados 406 milhões de dólares ao Reino Unido de turismo direto do casamento (9 vezes o valor do casamento). Quando se pensa em vendas de souvenires vendidas fisicamente (sem vendas online) relacionados ao evento, estima-se que foram gerados 67 milhões de dólares localmente, (aproximadamente 1,5 vezes o valor gasto no casamento). E, por fim do exemplo, uma estimativa de 1,3 bilhões de dólares (equivalente a todo o PIB de Granada em 2018 de acordo com o banco mundial) gerados através das marcas e tendências utilizadas pelos membros da família real no evento (mais de 28 vezes o quanto foi gasto pelo casamento).

Podemos ver somente pelo exemplo do casamento que a família real não é só tradição para o Reino Unido, mas sim um grande negócio que gera diversas divisas para a região. Como figura principal da coroa por tantos anos, a morte da Rainha Elizabeth II pode gerar perdas devastadoras ao turismo. Caso o Rei Charles III não consiga manter o carisma de sua mãe, o impacto será drástico para a população do país.

Vamos torcer para que o novo Rei consiga manter a excelência de sua antecessora e continue afastando o movimento antimonárquica do país, ou os impactos para a economia Britânica poderão ser drásticos.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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Foto: Daniel Leal/AFP | Príncipe Charles e Rainha Elzabeth II em 2 de junho de 2022

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