Após a Super Quarta, chegou o momento dos mercados digerirem as divulgações das novas decisões de políticas monetárias daqui, dos EUA e do Japão, assim como a Banco Central da Inglaterra (BoE).
Como esperado o Fed, banco central americano, elevou os juros em 0,75 ponto porcentual e confirmou, pelo tom da comunicação, que as taxas dos Fed Funds permanecerão altas por mais tempo, exigindo uma readequação das estratégias de investidores globais.
Não por acaso, logo após a decisão do Fed, as bolsas passaram por forte volatilidade, com os principais índices acionários em Wall Street fechando no vermelho.
Por aqui, também como o esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) encerrou o ciclo de alta dos juros, mantendo a Selic em 13,75%, com o colegiado do BC passando mensagem de que o ciclo de alta pode ser retomado se as expectativas de inflação se mostrarem resilientes.
Mesmo movimento ocorreu no Japão, com o BoJ (banco central local) decidindo por manter a taxa de juros inalterada, em linha com as expectativas.
Encerrando a semana movimentada de decisões monetária, o Banco da Inglaterra subiu os juros em 0,50%, para 2,25%, em decisão dividida.
1. Bolsas mundiais
EUA
Os índices futuros das bolsas americanas amanhecem sem sinal definido, após o duro recado do presidente do Fed, Jerome Powell. A expectativa passa a ser quanto a um novo aumento dos juros em magnitude semelhante na próxima reunião de novembro.
Há uma expectativa sobre o desaquecimento da economia e os dados econômicos dos próximos meses vão apontar se a estratégia terá resultado. Hoje, saem os dados mais recentes sobre pedidos de auxílio-desemprego semanais.
Veja o desempenho dos índices futuros
Dow Jones Futuro (EUA), +0,03%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,07%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,18%
Ásia
As bolsas asiáticas reagiram mal à alta de juros nos Estados Unidos, especialmente por conta da valorização do dólar consequente da política mais agressiva da autoridade monetária.
O Japão, por exemplo fez uma não-usual intervenção no mercado de câmbio para vender dólares por ienes para conter as recentes quedas acentuadas da moeda local.
Os ativos de risco asiáticos, especialmente as empresas orientadas para a exportação, devem permanecer sob pressão pelo menos até o final deste ano. Para o JP Morgan, isso deve manter também o aperto da política monetária na maioria dos bancos centrais asiáticos – com exceção da China e do Japão.
Confira o fechamento das bolsas na Ásia
Shanghai SE (China), -0,27%
Nikkei (Japão), -0,58%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,61%
Kospi (Coreia do Sul), +0,63%
Europa
Na Europa, o dia começa com os índices estáveis e sem uma tendência clara. A expectativa é de que os bancos centrais do continente continuem a subir os juros até que os índices locais de inflação possam se estabilizar.
Suíça e Noruega subiram suas taxas e espera-se o mesmo hoje para o Banco da Inglaterra (BoE).
O BoE tem uma escolha difícil porque precisa se mostrar vigilante com a inflação, mas tem de observar os efeitos do novo pacote de subsídios que o governo praticou para amenizar o custo da energia.
Os analistas estão divididos sobre a expectativa de um aumento nas taxas de juros de 50 ou 75 pontos-base.
Veja o desempenho das bolsas
FTSE 100 (Reino Unido), -0,37%
DAX (Alemanha), -0,67%
CAC 40 (França), -0,74%
FTSE MIB (Itália), -0,06%
Commodities
Assim como na renda variável, o mercado de commodities também segue volátil, mas com tendência de alta. Ainda que a valorização do dólar possa pressionar a cotação para baixo, pesam mais no momento os riscos de um choque de oferta, pela escalada recente da guerra na Ucrânia.
Na China, o contrato do minério de ferro negociado em Dalian com vencimento em janeiro de 2023, teve forte alta de 3,24% hoje, para US$ 101,45. O mercado avalia como positiva a força da demanda chinesa para os próximos meses, o que pode impulsionar as compras de aço.
Abaixo os desempenhos
Petróleo WTI, +1,06%, a US$ 83,92 o barril
Petróleo Brent, +0,82%, a US$ 90,65 o barril
Minério de Ferro: +3,24%, a US$ 101,45
Bitcoin
Ethereum estende perdas e desvaloriza 20% uma semana após Merge, enquanto investidores já miram próxima atualização. Já os preços do Bitcoin sobem 0,9%, a US$ 19.164.
2. Agenda
A quinta-feira pós Fed e Copom tem uma agenda mais tranquila em termos de indicadores. O principal fato do dia é a decisão sobre os juros na Inglaterra pelo BoE, o banco central local.
A expectativa é que a autoridade monetária acrescente 50 pontos base à taxa, embora existam apostas sobre um ajuste menor, de 025%. Nos Estados Unidos saem dados semanais de seguro-desemprego
No Brasil, O Ministério da Economia divulga o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre. Na política sai mais um levantamento do Datafolha sobre a corrida presidencial
Além disso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se reúne com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
Confira a agenda desta quinta:
Brasil
15:00: Ministério da Economia/Receita: Relatório de Receitas e Despesas Primárias (quarto bimestre)
EUA
8:00: Pedidos de seguro-desemprego (semanal)
Europa
3. Noticiário econômico
Defesa pede mais recursos em meio a notícias sobre novos bloqueios no Orçamento
Mesmo com a possibilidade de o governo federal precisar realizar novos bloqueios no Orçamento deste ano, o Ministério da Defesa está pedindo à pasta da Economia uma complementação de R$ 1,3 bilhão para gastos até dezembro.
A pasta tem em 2022 o quarto maior orçamento discricionário na Esplanada, com R$ 11,1 bilhões, atrás somente de Educação, Saúde e Economia. O pleito acontece em meio a desgastes do governo federal após o envio da proposta de Orçamento de 2023 com cortes em áreas sociais.
Governo reduz tributação sobre viagens de brasileiros ao exterior
Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma medida provisória (MP) para reduzir alíquotas de Imposto de Renda (IR) retido na fonte para pagamentos relacionados a viagens de brasileiros ao exterior, informou a Secretaria Geral da Presidência da República.
A lei determina o pagamento de Imposto de Renda sobre os valores remetidos para pessoa física ou jurídica residente no exterior, quando esse recurso é destinado à cobertura de gastos pessoais, fora do país, de pessoas residentes no Brasil. De acordo com o comunicado, a redução valerá para os pagamentos de até o limite de R$ 20 mil por mês.
5. Radar Corporativo
IRB (IRBR3)
O IRB (IRBR3) registrou prejuízo de R$ 58,9 milhões em julho de 2022, reduzindo o prejuízo de R$ 97,6 milhões de julho de 2021. Segundo dados não auditados, nos primeiros sete meses de 2022 o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 351,7 milhões, ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2021 de R$ 253,7 milhões.
Movida (MOVI3)
A compra marca a entrada da empresa brasileira na Europa, “possibilitando diversificação geográfica e financeira”. O valor da operação é de 66 milhões de euros, valor que inclui uma dívida líquida de 11 milhões da adquirida.
Fonte: InfoMoney
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