#Decodificando – O item mais importante do orçamento mensal

Durante essa semana, li uma notícia que me chocou: duas em cada três famílias no mundo perdem toda a herança obtida dos antepassados por má administração. Quando fazemos o orçamento mensal, existe uma despesa que é a mais importante e, naturalmente, é “esquecida” por muitas pessoas: O quanto poupamos.

A educação financeira desde a infância e a adolescência não é algo que faz parte da cultura dos brasileiros, de modo geral. Porém, saber lidar com o dinheiro pode trazer não só benefícios financeiros ou materiais, mas melhora a qualidade de vida e ajuda a passar por momentos de crise local ou até mesmo mundial.

Afinal, poupar é uma despesa? Talvez não, tecnicamente. Contudo, se tratado nessa perspectiva, é muito mais provável de ser feito. Você mesmo pode fazer o teste: Pergunte a qualquer recém-aposentado e ele vai te falar: poupar valeu a pena! Na verdade, a maioria vai falar que deveria ter poupado mais.

Infelizmente, existe o péssimo hábito usualmente espalhado de pensar no “vou poupar, só se sobrar” ao invés de “isso vai ser minha prioridade número 1 no orçamento mensal”. Isso porque o ser humano naturalmente tem dificuldade para pensar em longo prazo. Cientificamente falando, quando você pensa sobre si mesmo, uma região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal mediano (MPFC) é ativada, contudo, quanto mais longe e “futurístico” você tentar imaginar sua vida, menos eficaz se torna o seu MPFC. Em outras palavras, o seu cérebro age como se o seu “eu do futuro” fosse alguém que você não conhece muito bem, alguém com quem você não se importa. Tal comportamento do nosso cérebro dificulta tomar ações que vão nos beneficiar no longo prazo.

Provavelmente ao fazer seu orçamento do mês você já tem uma ideia da porcentagem destinada para pagar a escola dos filhos, alimentação ou viagens, por exemplo. A dúvida que fica é: qual a porcentagem ideal para se poupar? Depende! Alguns dizem que 10% do salário líquido é suficiente, outros falam sobre o 50-30-20, aonde esses 20% são destinados para poupar, 70 – 30 também é uma das dezenas de estratégias utilizadas por algumas pessoas, todas elas com seu grau eficiência para sua finalidade.

Em suma, a grande questão é que: poupar deve ser prioridade no mundo volátil que vivemos. Ao falar sobre esse tema, existe um pré-julgamento extremamente equivocado que diz que poupar significa “viver de maneira restrita”, quando na verdade penso o oposto, poupar nos abre um leque para impor destinos e limites necessários para nosso dinheiro, alinhando com nossos objetivos de vida.

E você, tem alimentado seu porquinho todo mês?
Lembre-se: poupar é diferente de aplicar na poupança! Hoje, a poupança é considerado o pior investimento do Brasil, existem títulos públicos, por exemplo, que rendem mais e são mais seguros que a própria poupança. Na dúvida, fale com um assessor de investimentos de confiança.

Matheus Lourenço – Assessor de Investimentos

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Imagem: © Pinkypills / iStok

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