Bolsas mundiais operam entre perdas e ganhos no último pregão do mês; mercado brasileiro reage à eleição e mais destaques hoje

Investidores vão repercutir o resultado da eleição presidencial no Brasil, bem como novos resultados corporativos

Enquanto o mercado brasileiro deve repercutir principalmente o noticiário eleitoral, a semana começa entre perdas e ganhos para as principais bolsas mundiais, com investidores à espera de dados econômicos importantes da zona do euro e repercutindo dados da atividade fabril na China.

Os investidores ficam de olho nos dados de Produto Interno Bruto (PIB) preliminar da zona do euro e nos números de inflação do bloco.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China atingiu 49,2, abaixo do previsto pelo consenso de mercado.

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa, enquanto mercados asiáticos e bolsas da Europa entre perdas e ganhos nesta segunda-feira (31).

Por aqui, a bolsa brasileira vai repercutir o resultado do segundo turno da eleição que elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República. Esta foi a disputa mais apertada da história do país desde a redemocratização. O MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundo de gestão passiva) atrelado à Bolsa brasileira caía 5,21% na NYSE, a US$ 29,80, com os investidores à espera de mais sinalizações de política econômica do presidente eleito e também repercutindo o potencial impacto em estatais, especialmente Petrobras.

A temporada de resultados segue a todo vapor no Brasil, com divulgação de Raia Drogasil, Lojas Quero-Quero, Localiza, Cielo, CSN, CSN Mineração e PRIO, após fechamento dos mercados.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta manhã de segunda-feira (31), apagando parte dos ganhos de sexta, depois que dados econômicos apontaram para a desaceleração da inflação e um consumo estável.

A temporada de resultados continua esta semana, com Uber, Pfizer e Advanced Micro Devices.

Os investidores se preparam para a última reunião do Federal Reserve (Fed), que começa amanhã (1). O banco central deve aumentar as taxas em três quartos de porcentagem novamente na quarta-feira, mas muitos em Wall Street estão procurando um sinal do comunicado ou da coletiva de imprensa do presidente Jerome Powell de que o Fed pode interromper seus aumentos em um futuro próximo.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,52%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,67%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,85%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistas, com a atividade fabril na China aquém das expectativas, e os mercados aguardam a reunião do Fed no meio da semana.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China caiu de 50,1 em setembro para 49,2 em outubro, informou o Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês). O número ficou abaixo da marca de 50 esperada pelo consenso Refinitiv.

  • Shanghai SE (China), -0,77%
  • Nikkei (Japão), +1,78%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,18%
  • Kospi (Coreia do Sul), +1,11%

Europa

Os mercados europeus também operam em baixa, enquanto investidores repercutem os números de inflação e do PIB da zona do euro.

Dados preliminares divulgados na segunda-feira mostraram que a inflação chegou a 10,7% ao ano no mês passado. Já o PIB subiu 0,2% no terceiro trimestre na comparação trimestral, em linha com o esperado, após subir a uma taxa de 0,8% no segundo trimestre.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,18%
  • DAX (Alemanha), -0,18%
  • CAC 40 (França), -0,35%
  • FTSE MIB (Itália), -0,27%

Commodities

As cotações do petróleo operam em baixa devido a preocupações de que a ampliação das restrições ao Covid-19 na China reduzirá a demanda, compensando os sinais de que a produção no principal campo de xisto dos EUA está perdendo força.

Os preços do minério de ferro também recuam, dando continuidade para queda da semana anterior, com restrições mais amplas de Covid no gigante asiático.

O contrato futuro negociado na Bolsa de Dalian deve marcar a maior queda mensal desde fevereiro de 2020, com uma queda inesperada na atividade fabril em outubro na China somando-se a uma perspectiva sombria para a maior produtora de aço do mundo.

  • Petróleo WTI, -0,81%, a US$ 87,19 o barril
  • Petróleo Brent, -0,65%, a US$ 95,15 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 4,11%, a 606,50 iuanes, o equivalente a US$ 83,08

Bitcoin

  • Bitcoin, -0,91% a US$ 20.487,96 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Esta semana será mais curta, por conta do feriado do dia de Finados, na quarta-feira (2). A B3 estará fechada, mas o mercado lá fora vai operar a todo o vapor, com mais uma decisão sobre juros nos EUA. O Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) deve dar continuidade ao ciclo de aperto monetário, com mais uma alta de 75 pontos-base. Além da decisão em si, o mercado vai acompanhar as sinalizações do Fed para os próximos encontros – se há, ou não, espaço para desacelerar as altas.

Outro destaque na agenda de indicadores é o payroll, com os dados oficiais do mercado de trabalho americano, que vão ser divulgados na sexta-feira (4). O consenso Refinitiv, com a média das projeções do mercado, aponta para a criação de 220 mil vagas de trabalho em outubro.

Antes do payroll, como de costume, saem o relatório JOLTS, com o número de vagas em aberto em setembro, na terça-feira (1); e a pesquisa ADP, de criação de postos de trabalho no setor privado, na quarta – o consenso Refinitiv prevê 198 mil vagas em outubro.

Na agenda doméstica, ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será publicada na próxima terça-feira. O Banco central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, na última quarta-feira, em decisão unânime. No comunicado, a autoridade destacou a sensibilidade dos mercados a questões fiscais e fez previsões um pouco mais altas para a inflação.

Em relação à atividade econômica, o destaque da próxima semana será a produção industrial de setembro (PMI, terça-feira). O Itaú prevê uma queda mensal de 0,3% e uma alta anual de 1%. Em agosto, a produção do indústria encolheu 0,6%.

Brasil

8h25: Boletim Focus

9h30: Resultado primário do setor público de setembro

EUA

10h45: PMI

11h30: Índice atividade industrial do Fed Dallas

Japão

21h30: PMI industrial

Fonte: Infomoney

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