Bolsas sobem com atenção ao Fed e Hang Seng salta 5% com rumor de alívio dos lockdowns na China; ata do Copom e mais destaques

Por aqui, atenção também a dados da produção industrial e para o noticiário político na semana após eleição

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa operam em alta, mesma direção de fechamento dos mercados asiáticos nesta terça-feira (1), com investidores globais de olho na reunião de política do Federal Reserve (Fed), que começa hoje.

Mais de 80% das previsões acompanhadas pelo monitor de juros, do CME Group, apontam para mais uma alta de 75 pontos-base. Assim, os juros americanos passariam a uma faixa entre 3,7% e 4% ao ano. Além disso, participantes do mercado aguardam sinalizações dos membros do Fed em busca de pistas sobre a continuidade do ciclo de aperto monetário.

A temporada de balanços americana segue a todo vapor, com resultados da Uber, Pfizer, Fox e Airbnb.

Investidores também estarão atentos aos dados de abertura de empregos e gastos com construção para setembro, bem como o relatório de manufatura ISM de outubro.

As ações em Hong Kong subiram mais de 5% e lideraram os ganhos da região Ásia-Pacífico,após especulações sobre negociações de relaxamento das restrições para conter a Covid-19 ocorrendo na China

Por aqui, investidores aguardam pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em busca de mais sinalizações sobre o rumo dos juros por aqui.

Do lado corporativo, Grupo SBF e Vulcabras divulgam resultados, após fechamento dos mercados.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta no primeiro pregão de novembro, apagando parte das perdas da sessão anterior, antes da decisão do Fed sobre juros na próxima quarta-feira (1).

O Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês) começa a se reunir hoje e deve dar continuidade ao ciclo de aperto monetário.

O Dow Jones registrou em outubro o melhor mês desde 1976, terminando em +13,95%, impulsionado por fortes resultados de empresas, como Caterpillar e McDonald’s. O S&P 500 e o Nasdaq Composite subiram cerca de 8% e 3,9%, respectivamente.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,57%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,82%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,98%

Ásia

As ações em Hong Kong subiram mais de 5% e lideraram os ganhos da região Ásia-Pacífico depois de encerrar o mês de outubro com uma perda de mais de 14%, pairando em torno dos níveis mais baixos desde abril de 2009.

O movimento de alta acontece após especulações sobre negociações de relaxamento das restrições para conter a Covid-19 ocorrendo na China, com Pequim preparando o relaxamento de sua rigorosa política de lockdowns no começo do ano que vem.

O Reserve Bank of Australia elevou as taxas de juros em 25 pontos base pela segunda vez consecutiva, em linha com as expectativas.

  • Shanghai SE (China), +2,62%
  • Nikkei (Japão), +0,33%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +5,23%
  • Kospi (Coreia do Sul), +1,81%

Europa

Os mercados europeus operam também operam em alta, com agentes do mercado focados na decisão de juros nos EUA na próxima quarta-feira (2).

As ações da região fecharam em alta na segunda-feira, apesar da inflação de preços ao consumidor da zona do Euro subir para um recorde em outubro e da desaceleração acentuada do PIB no terceiro trimestre.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +1,28%
  • DAX (Alemanha), +1,09%
  • CAC 40 (França), +1,60%
  • FTSE MIB (Itália), +1,68%

Commodities

As cotações do petróleo operam em alta, com o enfraquecimento do dólar compensando as preocupações sobre a demanda.

A moeda americana mais fraca torna o petróleo mais barato para os detentores de outras moedas e geralmente reflete em um maior apetite dos investidores por risco.

Os preços dos contratos de minério de ferro também sobem, revertendo partes das perdas acumuladas nos últimos dias. Além dos rumores de um possível relaxamento das restrições para a conter a Covid-19 na China, a alta é atribuída a um suporte técnico após uma forte perda mensal em outubro.

  • Petróleo WTI, +1,34%, a US$ 87,69 o barril
  • Petróleo Brent, +1,37%, a US$ 94,08 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,45%, a 628,00 iuanes, o equivalente a US$ 86,33

Bitcoin

  • Bitcoin, +0,88% a US$ 20.575,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A agenda desta terça-feira (1) tem como destaque o relatório de ofertas de empregos JOLTS, com consenso de se manter em 10 milhões. Investidores também aguardam pelos dados de construção e PMI da indústria.

Na agenda local, está prevista a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, na última quarta-feira, em decisão unânime. No comunicado, a autoridade destacou a sensibilidade dos mercados a questões fiscais e fez previsões um pouco mais altas para a inflação.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também vai divulgar a produção industrial do mês de setembro. O Itaú prevê uma queda mensal de 0,3% e uma alta anual de 1%.

Brasil

8h: Ata do Copom

8h: Confiança empresarial

9h: Produção industrial de setembro, com projeção de queda de 0,6% frente agosto e alta anual de 0,7%

10h: PMI

10h30: Leilão de títulos do Tesouro Nacional

15h: Balança comercial

EUA

10h45: PMI industrial

11h: Gastos com construção

11h: Ofertas de emprego JOLTs

11h: PMI ISM industrial

11h: Índice ISM de emprego

17h30: Estoques de petróleo API

Japão

20h50: Ata da reunião de política monetária do Banco do Japão

Fonte: Infomoney

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