Mercados também aguardam por discursos de membros do Federal Reserve no final da tarde
Os mercados mundiais operam no terreno positivo nesta segunda-feira (7) à medida que agentes do mercado se preparam para uma semana movimentada na política dos Estados Unidos, com as eleições parlamentares de meio de mandato, bem como o último relatório de índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês).
A eleição de meio de mandato de amanhã (8) determinará qual partido controlará o Congresso e afetará a direção dos gastos futuros. Atualmente há um equilíbrio no número de democratas e republicanos entre os senadores, mas isso pode mudar com o resultado das urnas. As pesquisas apontam disputa acirrada. A eleição vai ser decisiva para que o presidente Joe Biden consiga concretizar seus planos.
Em indicadores, investidores estão antecipando que a inflação ao consumidor de quinta-feira dará mais informações sobre os esforços do Federal Reserve para conter a inflação. Um dado de inflação crescente pode sinalizar aos investidores que as taxas de juros permanecerão mais altas e por mais tempo. O consenso Refinitiv aponta para uma alta mensal de 0,7% e uma variação anual de 8%.
Por aqui, também na quinta-feira (10), o destaque da agenda de indicadores é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) referente a outubro. O consenso Refinitiv prevê variação mensal positiva de 0,47%, interrompendo uma sequência de três meses de deflação.
Na B3, que ampliou o horário de funcionamento para às 17h55 a partir de hoje, a temporada de balanços segue a todo vapor com a divulgação de resultados da Ambipar, Direcional, Ecorodovias, Grupo Soma, São Martinho, TIM e Movida, após fechamento dos mercados.
Do lado político, o presidente eleito Lula estará em Brasília para decidir entre uma PEC ou MP para cumprir as promessas de campanha dentro do orçamento de 2023.
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA viraram para alta após abrirem em baixa nesta manhã de segunda-feira (7), com participantes do mercado à espera de eleições de meio de mandato no Congresso e CPI outubro.
As ações da Apple recuam no pré-mercado depois que a empresa disse que a produção do iPhone 14 foi temporariamente reduzida por causa das restrições do Covid-19 na China.
O aviso pode significar que a empresa de tecnologia pode ter dificuldades para atender à demanda em dezembro, pois lida com capacidade significativamente reduzida na fábrica.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), +0,16%
- S&P 500 Futuro (EUA), +0,19%
- Nasdaq Futuro (EUA), +0,30%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em alta nesta segunda-feira. O destaque fica para os dados comerciais da China muito abaixo das expectativas, marcando o primeiro declínio anual nas exportações desde maio de 2020. As exportações caíram 0,3% e as importações recuaram 0,7% – uma pesquisa da Reuters previam um aumento de 4,3% e 0,1%, respectivamente.
O governo da China reiterou sua postura de Covid Zero. Na sexta-feira, o mercado se animou com um possível plano de reabertura da China que tinha sido ventilado.
- Shanghai SE (China), +0,23%
- Nikkei (Japão), +1,21%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +2,69%
- Kospi (Coreia do Sul), +0,99%
Europa
A maioria dos mercados europeus opera em alta, com investidores de olho nas eleições de meio de mandato no Congresso americano e inflação dos EUA.
O pregão de hoje acontece depois de uma semana movimentada para os mercados, com os bancos centrais em foco, pois continuaram com o ritmo aperto monetário agressivo em uma tentativa de conter a inflação.
O Banco da Inglaterra promoveu um aumento de 75 pontos base nas taxas de juros na quinta-feira, mas alertou que a economia do Reino Unido enfrenta sua maior recessão já registrada, e o Fed dos EUA também optou por um aumento de 75 pontos base na quarta-feira.
- FTSE 100 (Reino Unido), -0,01%
- DAX (Alemanha), +0,37%
- CAC 40 (França), +0,38%
- FTSE MIB (Itália), +0,35%
Commodities
As cotações do petróleo recuam na sessão de hoje, após autoridades da China reforçarem no fim de semana seu compromisso com uma abordagem rigorosa de contenção da Covid, frustrando as expectativas de uma recuperação da demanda de petróleo no maior importador de petróleo do mundo.
Por outro lado, apesar das autoridades de saúde chinesas renovarem sua postura de aderir a medidas rígidas de controle da Covid, os preços do minério de ferro operam em alta pela quinta sessão consecutiva.
- Petróleo WTI, -0,66%, a US$ 92,00 o barril
- Petróleo Brent, -0,21%, a US$ 98,31 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,08%, a 661,50 iuanes, o equivalente a US$ 91,57
Bitcoin
- Bitcoin, -2,13% a US$ 20.735,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
semana nos EUA vai ser marcada por novos dados de inflação e discursos de dirigentes do Federal Reserve, na semana seguinte à decisão do BC americano que elevou os juros do país em 75 pontos-base. Os presidentes distritais Loretta Mester, Susan Collins e Thomas Barkin discursam já no final da tarde de segunda-feira (7).
Na quinta-feira, sai o aguardado índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), referente ao mês de outubro. O consenso Refinitiv aponta para uma alta mensal de 0,7% e uma variação anual de 8%.
Por aqui, o principal destaque da agenda de indicadores é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) referente a outubro. O número será divulgado na quinta-feira (10) e o consenso Refinitiv prevê variação mensal positiva de 0,47%, interrompendo uma sequência de três meses seguidos de deflação.
Um dia antes do IPCA, na quarta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará as vendas no varejo em setembro. E na sexta-feira (11) sai a pesquisa mensal de serviços (PMS).
Brasil
7h30: Roberto Campos Neto, presidente do BC, participa da Reunião Bimestral de Presidentes de Bancos Centrais, promovida pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Basileia, Suíça. (fechado à imprensa)
8h25: Boletim Focus
EUA
17h40: Discurso da presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester
17h40: Discurso da presidente do Fed de Boston, Susan Collins
18h: Discurso da presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin
Fonte: Infomoney
