Futuros dos EUA caem após semana de forte alta, com atenção aos rumos do Fed; prévia do PIB no Brasil e mais assuntos hoje

Enquanto isso, minério segue em alta com notícias de flexibilização de políticas contra Covid-19 na China; reta final da temporada de balanços no radar

Os índices futuros de Nova York operam em baixa, mesma direção de fechamento da maioria dos mercados asiáticos nesta segunda-feira (14), após o S&P 500 registrar seu maior ganho semanal em quase cinco meses, devido a dados de inflação abaixo do esperado.

Com o dado de inflação mais fraco, investidores apostam que o Federal Reserve (Banco Central americano) em breve vá desacelerar seu ritmo de aperto monetário.

Enquanto isso, a temporada de resultados do terceiro trimestre continua, com forte ênfase no varejo. A Tyson Foods divulga os resultados na segunda-feira antes da abertura do pregão. Os grandes varejistas Walmart, Home Depot, Target, Lowe’s, Macy’s e Kohl’s estão programados para divulgar números esta semana.

Por aqui, destaque para o IBC-Br, conhecido como prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do brasileiro, o indicador referente a setembro será divulgado às 9h (horário de Brasília).

Com poucos indicadores na agenda e em uma semana mais curta com o feriado de Proclamação da República na próxima terça (15), o investidor deverá acompanhar cada passo da equipe de transição do governo Lula e possíveis novas declarações do presidente eleito sobre política fiscal.

O Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, defendeu no domingo aprovação da PEC da Transição para bancar Bolsa Família de R$ 600 e reajuste real do salário mínimo apenas em 2023.

Ânima, Embraer, Nubank, Localiza, Dasa e Orizon encerram a temporada de resultados nesta segunda-feira.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta manhã de segunda-feira, após forte alta da última semana, repercutindo dados de inflação mais brandos do que o previsto e investidores de olho nos rumos da política monetária do Fed.

Na semana passada, o S&P 500 avançou 5,9%, o Dow Jones teve alta de 4,15% e o Nasdaq saltou 8,1%. Foi o maior ganho semanal do S&P 500 desde junho e do Nasdaq desde março.

Além disso, a apuração dos votos das eleições de meio de mandato no país (conhecidas midterms) ainda não terminou, mas já resultou em uma vitória do presidente americano, Joe Biden (e ao mesmo tempo uma derrota para o ex-presidente Donald Trump): os democratas mantiveram o controle do Senado após garantir ao menos 50 cadeiras.

Mas democratas ainda podem perder o controle da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), mas pesquisas na véspera das eleições apontavam para uma possível derrota do partido nas duas casas.

A Câmara dos EUA tem 435 representantes, e para obter maioria um partido precisa controlar ao menos 218 cadeiras.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,18%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,29%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,52%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa em sua maioria, com exceção da bolsa de Hong Kong, que subiu 1,70%, impulsionado pelas ações do setor imobiliário.

Já o Nikkei, do Japão, recuou 1,06%, pressionado pela queda de 14% do peso- pesado SoftBank depois que seu fundo Vision relatou mais perdas.

  • Shanghai SE (China), -0,13%
  • Nikkei (Japão), -1,06%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,70%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,34%

Europa

Os mercados europeus operam com ligeira alta, com investidores avaliando as perspectivas do ritmo de aperto monetário nos Estados Unidos após dados recentes da inflação por lá, juntamente com um alerta do membro do Federal Reserve, Christopher Waller.

Ele sugeriu em uma conferência em Sydney no domingo (13) que o mercado pode ter reagido exageradamente ao relatório de inflação (CPI) da semana passada, e disse que os formuladores de políticas ainda têm um caminho a percorrer antes que o ciclo de alta chegue ao fim.

Em relação a indicadores, investidores repercutem a produção industrial de setembro da zona do euro, que subiu 0,9% frente ao mês de agosto e 4,9% na base anual. O consenso Refinitiv previa alta de 0,3% na comparação com agosto e 3% na base anual.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,49%
  • DAX (Alemanha), +0,45%
  • CAC 40 (França), +0,47%
  • FTSE MIB (Itália), +0,72%

Commodities

As cotações do petróleo sobem, estendendo os ganhos da sexta-feira passada, repercutindo o abrandamento das restrições relacionadas ao combate da Covid na China, alimentando as esperanças de uma recuperação da demanda pela commodity no país.

Os preços do minério de ferro na China operam em alta, também com investidores atentos a flexibilização de restrições no país.

  • Petróleo WTI, +0,37%, a US$ 89,29 o barril
  • Petróleo Brent, +0,34%, a US$ 96,37 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,94%, a 710,50 iuanes

Bitcoin

  • Bitcoin, +1,13% a US$ 16.687,02 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Na agenda de indicadores macroeconômicos, sai o índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br. Conhecido como proxy do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o indicador referente a setembro será divulgado já nesta segunda-feira. O Itaú prevê um avanço mensal de 0,3%.

Ainda de acordo com a previsão do banco, no acumulado de 12 meses, o IBC-Br deve sofrer uma desaceleração, de 4,9% para 4,4%.

Na Ásia, atenções voltadas para China, onde serão divulgados dados de produção industrial, varejo, emprego e investimentos, todos previstos para esta segunda-feira.

Brasil

8h25: Boletim Focus

9h: IBC-Br de setembro

15h: Balança comercial semanal

Japão

20h50: PIB

China

23h: Taxa de desemprego

23h: Produção industrial

23h: Vendas no varejo

Fonte: Infomoney

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