Investidores também devem repercutir a inflação na zona do euro acima das expectativas
Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta manhã de sexta-feira (30), ensaiando uma recuperação após atingir menor nível desde novembro de 2020, com investidores pesando preocupações sobre futuras decisões de aumento de taxas do Federal Reserve (Fed) e o impacto no mercado.
Apesar da alta de hoje, os principais índices americanos estão a caminho de encerrar setembro fortemente no vermelho. O S&P 500 cai 7,9% em setembro, enquanto o Dow e o Nasdaq caem 7,2% e 9,1%, respectivamente.
Nos EUA, às 9h30, tem o PCE de agosto, indicador de consumo pessoal considerado o índice preferido do Fed para acompanhar o comportamento de preços. O consenso Refinitiv prevê alta de 0,4% em setembro, na comparação com agosto, e de 4,7% na comparação anual.
Além disso, vários membros do Fed devem falar nesta sexta-feira, e os mercados estarão atentos as indicações sobre o ritmo de aumentos futuros do BC americano.
Por outro lado, no continente asiático, a maioria das bolsas fechou em baixa após a queda do mercado americano na quinta-feira, apesar de novos dados mostrem que a atividade fabril da China cresceu acimada das expectativas em agosto.
Em indicadores, às 9h, tem a taxa de desemprego de agosto, com consenso Refinitiv de 8,9%, uma queda em relação aos 9,1% de julho.
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta manhã de sexta-feira (30), após uma forte queda dos mercados a vista no pregão passado, levando o S&P a atingir uma nova mínima em 2022.
A Apple liderou o declínio da véspera, fechando em 4,9%, já que a gigante da tecnologia enfrentou relatos de recuo na demanda por seus novos produtos, especificamente o iPhone 14 . O Bank of America também rebaixou a gigante de tecnologia, o que pressionou as ações.
As ações da Nike também caíram no after-market depois que a empresa informou que as vendas aumentaram, mas problemas na cadeia de suprimentos e no estoque prejudicaram os resultados em seu primeiro trimestre fiscal.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), +0,60%
- S&P 500 Futuro (EUA), +0,73%
- Nasdaq Futuro (EUA), +0,69%
Ásia
Os mercados asiáticos recuaram em sua maioria nesta sexta-feira, embalados pela nova mínima das bolsas americanas atingida na véspera.
O Índice de Gerentes de Compras da indústria manufatureira da China cresceu em setembro para 50,1, muito acima dos 49,6 previstos por analistas em uma pesquisa da Reuters.
O yuan chinês se valorizou em relação ao dólar, estendendo os ganhos pela segunda sessão consecutiva depois que a Reuters informou que o banco central pediu aos bancos estatais que apoiassem a moeda.
O Banco Popular da China alertou os especuladores para não apostarem no yuan em nenhuma direção no início desta semana.
- Shanghai SE (China), -0,55%
- Nikkei (Japão), -1,83%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +0,33%
- Kospi (Coreia do Sul), -0,71%
Europa
Os mercados europeus também operam em alta na última sessão do mês de setembro, buscando recuperação após a liquidação global registrada ontem.
A inflação ao consumidor na zona do euro em setembro atingiu 10,0%, acima do consenso de mercado de 9,7% e uma alta em relação aos 9,1% aferidos em agosto, de acordo com uma estimativa divulgada hoje pelo Eurostat.
Já a taxa de desemprego ajustada na área do euro foi de 6,6%, estável em relação a julho de 2022 e abaixo dos 7,5% em agosto de 2021.
- FTSE 100 (Reino Unido), +0,71%
- DAX (Alemanha), +1,00%
- CAC 40 (França), +1,20%
- FTSE MIB (Itália), +1,27%
Commodities
As cotações do petróleo sobem e caminham para seu primeiro ganho semanal em cinco semanas, apoiadas por um dólar mais fraco e a possibilidade de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) concorde em cortar a produção de petróleo em sua reunião de 5 de outubro.
Já os preços do minério de ferro engatam segunda alta consecutiva, sustentados por dados da atividade fabril chinesa acima do esperado.
A demanda por minério de ferro na China aumentou no início deste mês, mas o banco UBS diz que é um aumento de “vida curta” que entrará em colapso no próximo mês.
- Petróleo WTI, +1,22%, a US$ 82,22 o barril
- Petróleo Brent, +1,28%, a US$ 89,62 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,07%, a 721,50 iuanes, o equivalente a US$ 101,73
Bitcoin
- Bitcoin, +0,95% a US$ US$ 19.593,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
A semana termina com a divulgação da Pesquisa PNAD contínua de agosto. O consenso Refinitiv projeta uma taxa de desemprego em 8,9%, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao mês de julho.
Nos Estados Unidos, sai o PCE de agosto, indicador de consumo pessoal preferido do Fed para acompanhar o comportamento de preços. O consenso Refinitiv prevê alta de 0,4% em setembro, na comparação com agosto, e de 4,7% na comparação anual.
Brasil
9h: Pesquisa PNAD contínua de agosto, consenso Refinitiv projeta a taxa de desemprego em 8,9%
9h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, profere palestra no evento “DrumWave Day”, promovido pela DrumWave
9h30: Resultado primário de agosto, consenso Refinitiv aponta para deficit de R$ 28,75 bilhões
10h: Aneel realiza leilão de usinas termelétricas
14h: Campos Neto tem reunião presidente da CVM (fechado à imprensa)
15h: Campos Neto se reúne com dirigentes de instituições financeiras, em São Paulo, para tratar de temas estruturais e conjunturais do Sistema Financeiro Nacional (fechado à imprensa)
EUA
9h30: PCE de agosto, consenso Refinitiv aponta para alta de 0,5% na comparação com julho e de 4,7% na base anual
9h30: Discurso do presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin
10h: Discurso do presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester
10h: Discurso do presidente do Fed de Nova York, John Williams
10h: Discurso da vice- presidente do Fed, Lael Brainard
10h45: PMI Chicago
11h: Pesquisa de condições de negócios de Michigan
11h: Confiança do consumidor de setembro
12h: Discurso da diretora do Fed, Michelle Bowman
15h: Contagem de sondas Baker Hughes
Fonte: Infomoney
