Bolsas têm recuperação após início de semana negativo; IPCA-15, ata do Copom e mais assuntos do mercado hoje

Falas de membros do Fed também devem agitar os mercados

Após cinco dias seguidos de perdas, os índices futuros em Nova York amanhecem nesta terça-feira (27) em alta, mesmo com investidores se preparando para um risco ampliado de recessão global. Wall Street está cada vez mais preocupada com o fato de que a luta inflacionária do Fed levará a economia a uma recessão.

Na agenda dos EUA, os investidores receberão vários dados econômicos, incluindo a confiança do consumidor em setembro, os pedidos de bens duráveis ​​em agosto e os preços das residências em julho. Além disso, falas de membros do Fed devem agitar os mercados ao longo do dia.

Os mercados asiáticos também apresentaram recuperação e fecharam no terreno positivo, com destaque para o desempenho da China, impulsionada pelas ações de consumo e saúde.

Na Europa, as principais bolsas operam mistas depois de um início de semana tumultuado. A atenção continua nos mercados de títulos da libra e do Reino Unido após uma venda histórica após anúncios de política fiscal do Ministro das Finanças britânico Kwasi Kwarteng na sexta-feira. Tanto o Tesouro do Reino Unido quanto o Banco da Inglaterra tentaram amenizar as preocupações na segunda-feira.

Por aqui, será divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que encerrou o ciclo de aperto monetário, com a taxa Selic em 13,75%. Investidores também esperam pela prévia do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA-15).

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta manhã de terça-feira (27), depois que o mercado começou a semana dando continuidade ao declínio dramático de setembro. Investidores seguem preocupados que Fed agressivo e taxas de juros crescentes possam levar o país a uma recessão.

A inflação nos EUA está inaceitavelmente alta e as incertezas tornam as decisões de política monetária não triviais, disse ontem a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, em comentários preparados no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Já a presidente da distrital de Boston do Fed, Susan Collins, estimou que a inflação nos Estados Unidos está próxima ou até já atingiu o seu pico.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,85%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +1,08%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,25%

Ásia

As ações da China fecharam em forte alta com ajuda das ações do setor de consumo, educação e saúde. As principais bolsas da Ásia-Pacífico acompanharam o movimento de recuperação.

O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento anual de 2022 para a região do Leste Asiático e Pacífico para 3,2% em relação à previsão de abril de 5%, informou em seu último relatório divulgado na terça-feira.

“A desaceleração do crescimento se deve principalmente à China”, disse, acrescentando que a organização também reduziu suas previsões para 2022 para o país de 5% para 2,8%. O Banco Mundial espera que a China cresça 4,5% em 2023.

  • Shanghai SE (China), +1,40%
  • Nikkei (Japão), +0,53%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,03%
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,13%

Europa

Os mercados europeus operam mistos na sessão de hoje, com as ações tentando subir após negociações tumultuadas no início da semana. As atenções continuam voltadas para o Reino Unido após anúncios de política fiscal do Ministro das Finanças britânico Kwasi Kwarteng na sexta-feira.

Investidores permanecem cautelosos com o risco de que a libra possa ceder ainda mais em relação ao dólar, depois que o Banco da Inglaterra indicou que pode não agir antes de novembro para conter a recente desvalorização.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reafirmou nesta segunda-feira (26) que, dada a situação atual, a autoridade monetária espera aumentar ainda mais as taxas de juros nas próximas reuniões de seu comitê.

Isso deve acontecer para “amortecer a demanda” e “se proteger contra o risco de uma mudança persistente para cima nas expectativas de inflação”.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,59%
  • DAX (Alemanha), +0,03%
  • CAC 40 (França), +0,22%
  • FTSE MIB (Itália), -0,20%

Commodities

As cotações do petróleo sobem após queda da véspera, com sinalizações de que a aliança de produtores de petróleo (Opep+) procurou evitar um colapso nos preços, juntamente com um leve abrandamento do dólar, moderando uma liquidação anterior.

  • Petróleo WTI, +1,63%, a US$ 77,96 o barril
  • Petróleo Brent, +1,68%, a US$ 85,47 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,13%, a 718,50 iuanes, o equivalente a US$ 100,23

Bitcoin

  • Bitcoin, +4,85% a US$ 20.133,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A agenda doméstica destaca a divulgação da ata da última reunião do Copom. “Na ata, o BC deve manter uma comunicação dura, enfatizando que os juros devem seguir elevados por um período longo”, preveem os analistas do Bradesco.

Nesta terça-feira também sai a prévia do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA-15). O Itaú prevê deflação de 0,19%, levando a taxa anual a 8,2%.

Nos EUA, investidores aguardam pelo índice de confiança do consumidor e números de venda de imóveis. Além disso, vários membros do Fed farão discursos ao longo do dia.

Brasil

8h: INCC-M

8h: Ata do Copom

9h: IPCA-15 de setembro, consenso Refinitiv aponta para baixa mensal de 0,20% e alta de 8,13% na base anual

10h: Pesquisas eleitorais da Atlas/Arko

10h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem tem reunião com Robert Citrone, CEO da Discovery Capital Management (fechado à imprensa)

10h30: Arrecadação de agosto

12h30: Campos Neto almoça com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, no Ministério da Economia (fechado à imprensa)

14h: Leilão de saneamento do Ceará

15h: Guedes se reúne com ministro das Relações Exteriores, Carlos França

16h30: Campos Neto tem reunião com representantes da Mastercard (fechado à imprensa)

EUA

7h15: Discurso do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans

8h30: Jerome Powell, presidente do Fed, participa de evento sobre moedas digitais

9h30: Bens duráveis

11h: Sondagem industrial do Fed Richimond

11h: Confiança do consumidor de setembro

11h: Vendas de casas novas de agosto

11h: Discurso do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard

17h30: Estoques de petróleo – API

21h35: Discurso da presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly

Europa

8h30: Discurso de Christine Lagarde, presidente do BCE

Japão

20h50: Ata do BoJ

Fonte: Infomoney

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