Estamos em tempos em que as consequências dos atos de nossos antepassados com o meio ambiente são visualizadas diariamente. O desenvolvimento teve um custo, e uma parte deles foi cobrado pela natureza. Com isso, diversas pessoas começaram a se informar sobre energias renováveis com a esperança de que consigam frear o processo destrutivo do planeta. Porém, essa energia, diferente do que um senso comum diz, não é infinita.
A pergunta é “mas, se elas são renováveis, como elas acabam?”.
Por conta de vários conceitos internos que foram sendo desenvolvidos ao longo de nossa vida, coisas que demoram tempo demais para ocorrer podem parecer que nunca ocorrem. Isso impacta diretamente na nossa percepção das fontes de várias das energias renováveis.
Um exemplo, as hidrelétricas, fonte principal de energia brasileira. No seu processo de construção, são necessários milhões de litros de água para que consigam ser formadas as represas que fornecerão a força necessária para gerar as turbinas. Esses litros são obtidos através de rios próximos que possibilitam a inundação da região. Com o passar dos anos e décadas, o meio ambiente pode mudar com ou sem intervenção humana. Esse processo pode fazer com que aquela determinada hidrelétrica tenha uma queda no fluxo de água a ponto de inviabilizar a operação.
Apesar de ela ser renovável essa energia não foi infinita. Devido a eventos externos, ela não conseguiria mais ser reabastecida a ponto de manter a represa cheia e as turbinas funcionando.
Outro exemplo, agora histórico, foi o que ocorreu com boa parte das florestas da Grécia e da Europa. A madeira, fonte abundante de energia renovável (por vir de recursos naturais que são naturalmente reabastecidos), foi fartamente utilizada na construção de casas, barcos e, principalmente, para obtenção de calor e iluminação. Ainda na era clássica, já existiam filósofos que lamentavam a redução das florestas e da beleza nativa de sua região em prol do progresso da civilização grega.
Apesar de madeira ser renovável, elas foram exploradas em uma velocidade superior ao que conseguia se reestruturar e crescer novamente. A busca por energias renováveis não deve ser parada, mas também tem que ser dada a atenção para que elas sejam sustentáveis.
As energias renováveis são o futuro, mesmo que por término das energias não-renováveis, é possível participar de investimentos nesses setores de diversas formas. De renda fixa até investimentos de renda variável. Você já perguntou ao seu assessor de investimentos como participar do futuro?
Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável
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