#Cafénomia – Índice Big Mac, muito além da fome

Com toda flutuação do câmbio que estamos vivendo atualmente e a inflação global a porta, é de se esperar que alguns se perguntem se os produtos estão ficando mais caros unicamente no Brasil ou se temos outros países passando pelos mesmos problemas que nós. A teoria econômica pensou em uma forma de analisar isso, verificando o preço efetivo de dois produtos iguais em ambos os países. Para tentar pegar um produto o máximo possível homogêneo entre os países, foi classificado o preço de um Big Mac em diversos países, e com isso, foi-se criado o Índice Big Mac.

Criado em 1986, o índice já foi usado em diversas análises para se verificar se não somente o câmbio variou, mas se o poder de compra da população também foi alterado com a variação. Com isso, consegue-se saber se a variação de preços das moedas e dos produtos fez com que se perdesse capacidade de compra, ou se foi um movimento natural do mercado e aquela economia ainda continua enriquecendo.

Esse tipo de análise é de extrema importância para todo aquele que busca entender melhor a situação econômica do país, uma vez que informa dados mais seguros do andar da economia do país e evita com que a análise simplória de qual moeda custa mais que a outra. Tal análise pode gerar distorções e causar a falsa impressão de que um país é mais rico que o outro. O fato de um real conseguir comprar 26 ienes japoneses não significa que a economia brasileira anda melhor ou pior que a japonesa.

Ao utilizar o indexador, conseguimos ver que o lanche custa no Brasil menos do que custa nos EUA. Como isso, podemos ver que, através dessa comparação e dedução, a moeda brasileira está desvalorizada em comparação com a moeda estadunidense. Caso os dois fossem mais parecidos, os custos dos lanches seriam mais parecidos e representariam mais a taxa de câmbio que temos atualmente no país e o Big Mac não teria um preço tão diferente que o dos Estados Unidos.

Para que seja “corrigido” a discrepância de preços, o país precisa que sua moeda se valorize, e com isso o câmbio reflita de melhor maneira a paridade de poder de compra da população. Não existe forma simples de valorizar a moeda de um país, porém, uma das mais duradoras é o aumento da produtividade do país. Países mais produtivos produzem mais, exportam mais e, portanto, conseguem receber mais dívidas externas.

A produtividade do Brasil não se aumentará de uma hora para a outra, porém a educação é uma das formas mais eficientes de se aumentar ela no longo prazo. Confira a postagem da Colunadiquinta do dia 28/04/2022 para poder saber mais o que a educação pode fazer por nós (https://www.diagramainvestimentos.com.br/noticias/colunadiquinta-educar-e-ensinar-a-pensar)

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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