#Cafénomia – O Respiro

 Após meses de elevações de juros, uma pequena política de redução tributária e um alívio no preço do petróleo, o Brasil está tendo reduções nos níveis de preços. Após uma inflação elevada, estamos tendo um respiro no quanto o consumidor final paga para viver. Comemorada por muitos, essa deflação gera alívio tanto para os consumidores quanto para aqueles tomadores de crédito, que sofriam o risco de aumentos sangrentos na taxa de juros básica do país. Entretanto, a comemoração não pode ser confundida com um desejo incessante de que essa queda de preços persista para uma deflação.

Muitos podem não entender, mas a queda de preços constante não é boa, pelo contrário, uma queda de preços persistente na economia não representa somente que as pessoas estão pagando menos, ela representa que a economia interna está esfriando.

“Não, você está enganado. Como o preço está caindo, vou poder comprar mais, não?”. Esse é um equívoco normal e que se é questionado principalmente nas salas de economia nas faculdades, porém, por que você compraria agora algo que se é esperado que vá cair de preço? Caso espere que vá cair o valor, é normal que se segure a compra até o último instante. Isso faz com que os comércios e serviços tenham que fazer promoções e abaixem ainda mais os preços para que atraiam consumidores, gerando mais deflação na próxima leitura.

Sem o consumo, não há motivos para ampliar fábricas, construir imóveis, nem contratar mais funcionários, as empresas não ampliam seus negócios e algumas podem ter até mesmo que fechar as portas pela falta de geração de receita. Com a redução da produção, serviços e do comércio, economia como um todo fica mais pobre.

Vimos isso ocorrer com um dos mais ricos países da Ásia, o Japão. A queda no consumo fez com que o país parasse de crescer e fizeram com que o governo ficasse tão preocupado que abaixou a taxa de juros até ficar negativa, ou seja, ao investir dinheiro nos títulos mais conservadores do país, você iria perder dinheiro conscientemente.

Felizmente, a situação não é a mesma no Brasil. A deflação de curto prazo atual não tem indícios hoje de que persistirá a ponto de causar tal problema. Os impactos devem só ser suficientes para desacelerar a inflação e aliviar os custos.

E você, que tem achado da inflação elevada? Chegou a ganhar dinheiro com os títulos que se valorizam com a alta da inflação ou não? Entre em contato com o time de assessores de investimentos da Diagrama e conheça a classe de ativos que é atrelada a inflação.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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