#Cafénomia – Uma nova era das criptos

Tivemos no mês de setembro um dos acontecimentos mais aguardados e temidos, o Merge do Ethereum. Essa mudança no protocolo desta cripto, causará diversos benefícios e alguns pontos de crítica, que valem a pena serem vistos.

A principal mudança foi a forma com que as transações passaram a ser validadas, ou seja, o modo com que eram confirmadas que aquela transação é ou não verídica. Sua principal consequência não é a mudança na segurança, quantidade de transações ou tamanho do bloco validado, mas sim uma coisa pouco pensada pelos que estão fora do mundo das criptomoedas, o custo da validação dos blocos.

Normalmente, as pessoas conhecem a validação das criptomoedas pelo método de proof-of-work, que significa prova de trabalho. Esse método utiliza uma grande escala de poder computacional para validar as operações e os mineradores (termo utilizado para aqueles que usam suas máquinas para validar as transações) competem para quem consegue gerar mais poder computacional para validar o bloco, recendo a recompensa por validar o bloco.

The Merge, mudou como isso funciona. Agora, aquele que irá validar o bloco será selecionado pela quantidade de Ether, ou ETH, (Moeda da rede Ethereum) em carteira, com um mínimo de 32 ETH, o nome desse novo método é Proof-of-stake. Ou seja, todo aquele poder computacional gasto anteriormente deixa de ser necessário. Com isso, o uso extensivo de placas de vídeo, placas mães, energia elétrica e banda de internet não são mais utilizados na escala que era utilizado anteriormente pelo ETH.

Essa mudança faz com que a validação da transação fique menos custosa para o validador e o mais importante, fique melhor posicionada ecologicamente e socialmente viável. Isso impede com que a demanda de energia utilizada para transações de criptoativos continue crescendo em ritmo exponencial, pelo menos para as que mudarem o método de validação.

Para a utilização em escalas mais largas ainda da cripto, mudanças que transformem o ativo em ecologicamente e socialmente viáveis são imprescindíveis. Não podemos ter um gasto relevante da energia elétrica mundial destinada para a validação das transações. O custo para a sociedade seria insustentável caso a adoção em escalas maiores continue crescendo.

Já existem outras atualizações planejadas nos sistemas do Ethereum que vão melhorar ainda mais a forma com que a moeda digital é transacionada. Será que ela vai se consagrar como um dos principais métodos de troca mundiais no futuro? Se você acredita que sim e deseja investir nesse segmento, entra em contato com seu assessor de investimentos para saber as melhores oportunidades de participar desse mercado.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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Imagem: Jack Taylor/Getty Images

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