Ninguém tem bola de cristal, mas uma coisa é fato, precisamos trazer a inflação para o centro da meta. Esse será o maior desafio do Banco Central nos próximos anos.
O BC vai usar sua principal ferramenta para segurar a inflação, aumentar a taxa básica de juros. O que não se sabe, é por quanto tempo esse aumento de preços vai persistir e quanto será necessário aumentar os juros.
Apesar do Brasil estar acostumado a lidar com inflação, hoje vivemos um período anômalo. Em que o mundo todo está sofrendo ao mesmo tempo com essa alta generalizada nos preços. Um ponto positivo para nosso país, foi que começamos antes do resto do mundo, a aumentar os juros. Especialistas dizem que estamos chegando a fase final de aumente. A partir de agora, devemos enfrentar um platô e depois deve arrefecer. Claro que isso só vai se concretizar se a inflação colaborar e começar a recuar a partir de agora. Por isso, acreditamos que o Brasil será um dos primeiros países a sair dessa crise.
O Brasil tem um relacionamento muito sério com inflação. Fiz um modesto estudo que mostrou que de 2001 a 2019 (século XXI sem pandemia), o país teve um PIB real acumulado de 51%. Enquanto o PIB per capta (PIB dividido por habitante), acumulou apenas 26%. Em 19 anos esse resultado é realmente muito baixo para um país em desenvolvimento.
Então, ainda temos um longo caminho pela frente. Entra presidente, sai presidente e nossa economia da voos de galinha. No período do estudo tivemos 5 presidentes de 4 partidos e linhas ideológicas distintas. Não importa se o próximo presidente é de ideologia X ou Y, precisamos de alguém que vai arrumar a “casinha”.
Bruno Royo – Assessor de Investimentos da Diagrama
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