#ColunaDiquinta – Desigualdade, como resolver?

Em 2021, tivemos um grande salto na “fortuna” das famílias no mundo inteiro. Segundo um relatório do Credit Suisse, a riqueza das famílias cresceu em média 11,3% no ano. A combinação de fatores criou um ambiente favorável para esse cenário. Enquanto o número de beneficiários pelos programas de renda extra, durante a pandemia, cresceu. O endividamento público das nações, aumentou quase que na mesma medida. Em conjunto com a impressão de moeda e baixas taxas de juros, o efeito inflacionário veio com força. Hoje, podemos observar esse aumento de preço com muita evidência.

Para quem acompanha o mercado de ações americanas, pode observar um aumento significativo no preço das ações. Isso ocorreu devido, principalmente, ao movimento dos bancos centrais, de moverem as taxas de juros para seus patamares mais baixos. Com o objetivo de incentivar a tomada de crédito das empresas, afim de continuar produzindo e conseguir honrar os vencimentos, mesmo com uma demanda menor.

Com a combinação de todos esses fatores, vimos a desigualdade aumentar no mundo todo. Mas, como a desigualdade aumentou se tivemos recordes de distribuição de renda em todo o mundo?

Bom, nem tudo é tão simples como parece. Como dizia o jornalista H. L. Mencken “Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada”.

As famílias de classe baixa que recebiam auxílio, gastavam com produtos e serviços essenciais. As famílias de classe média, que conseguiam poupar alguma coisa, investiram em imóveis e acabaram inflacionando o setor imobiliário, gerando um impacto não muito positivo para economia. Já as famílias mais ricas, que sempre tiveram uma gordura para esse tipo de situação, continuaram investindo em ativos financeiros. E como vimos, esses ativos foram inflacionados devido as baixas taxas de crédito e alta demanda por eles. Já que mesmo com os juros baixos, as pessoas não estavam muito encorajadas a empreender.

Apesar dos ricos ficarem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, as famílias de classe média acabaram ficando mais ricas nessa confusão toda. Isso pode trazer bons resultados a longo prazo. Ainda, segundo o Credit Suisse, as economias emergentes vão crescer mais que as desenvolvidas nos próximos anos.

E como calculamos a desigualdade?

Existe um coeficiente chamado Gini, que é basicamente, levar em consideração a variável da população com a variável da renda. Esse coeficiente determina um valor entre 0 e 1, onde 0 é a completa igualdade (onde todos recebem a mesma receita) e 1 é a completa desigualdade (onde uma pessoa recebe toda a receita e as demais nada). O Gini é expresso em pontos percentuais. Portanto, pegamos a pontuação e multiplicamos por 100.

É importante lembrar que o Gini sozinho, não significa nada. É preciso estar aliado com outros índices para poder contar uma história e realizar uma análise. Então, como resolvemos o problema da desigualdade? Ninguém tem essa resposta. Até porque, até onde ela é um problema? Mais uma vez, ninguém sabe. Por exemplo, o Afeganistão tem um Gini melhor que a Espanha. Em qual país você prefere morar?

Fica essa reflexão!

Bruno Royo – Assessor de Investimentos da Diagrama

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Imagem: Getty Images

244 comentários em “#ColunaDiquinta – Desigualdade, como resolver?”

  1. DoĞal bÜyÜk gÖĞÜslÜ latİn ella knoxs hİsse tÜm kizlari toplayip İyice kıvama gelen sikeys görünce tişört ve sütyenimi çıkardım.
    Çıkarrrr ne olgun temizlikçilur, annem bana senin bu işleri yapabileceğin bir
    kız dostun yok mu diye sorduğunda kız dostum var amma istemiyor.

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