#ColunaDiquinta – Mercado e política ou Mercado político?

O mercado tem adotado uma postura indiferente em relação as eleições presidenciais. Já que o estilo de ambos os candidatos no topo das pesquisas, já são amplamente conhecidos.

A pergunta que fica é, será possível identificar um padrão do Ibovespa nos anos eleitorais?
A resposta é: não.

Tivemos grande volatilidade dos ativos de renda variável e renda fixa, nas eleições de 2002, 2014 e 2018. Em outros anos eleitorais, como 2006 e 2010, o mercado encarava os favoritos com mais tranquilidade. Outro fator que contribuiu para uma menor volatilidade, nesses últimos dois exemplos, era que a economia estava em ascensão.

Um relatório publicado pela XP Investimentos, no ano passado, mostra que de fato a volatilidade média tende a aumentar antes do segundo e diminuir logo após a definição das urnas.

Na eleição de 1998, FHC x Lula, em que FHC ganhou, vimos uma oscilação negativa na casa dos 7%. Nesse pleito, tivemos apenas um turno. Naquela ocasião, uma crise na Rússia desencadeou uma série de crises econômicas em países emergentes. Já na eleição de 2002, o “Risco Lula” atingiu com força o mercado no primeiro turno, chegando a cair 8%. Mas, depois o mercado aceitou Lula e a bolsa recuperou, subindo mais de 9%.

Nas eleições de 2006 e 2010, onde os vencedores foram, Lula e Dilma, respectivamente. A bolsa teve pequenas oscilações de alta. Em um cenário em que a economia brasileira crescia por conta do “boom” das commodities e depois pelo rali de alta que se deu na bolsa brasileira, quando países europeus ainda sofriam impactos da crise dos subprimes de 2008.

Em 2014, o mercado despencou mais de 11%. Dessa vez, por influência forte das eleições e das medidas tomadas pelo então governo federal. Isso levou o Brasil a seu primeiro ano de déficit fiscal após uma década de superávits.

No ano de 2018, o mercado se empolgou com o anúncio de Paulo Guedes, no Ministério da Economia. O Ibovespa teve uma alta de mais de 10% e essa euforia só cessou com a chegada da pandemia. Porém, mesmo depois da pandemia tivemos um rali de alta e o índice da B3 chegou a máximas históricas.

Como vimos, é impossível prever o comportamento da bolsa, em períodos eleitorais. Mas, uma coisa é certa, haverá volatilidade.

Como dizia um antigo professor de economia, “só inventaram os cientistas políticos para errar mais que os cientistas econômicos”.

Bruno Royo – Assessor de Investimentos da Diagrama

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Imagem: FGV

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