Investidores europeus também monitoram os dados de PMI e inflação da região; por aqui, atenção ainda para o cenário eleitoral
Os mercados europeus e os índices futuros americanos operam em alta na manhã desta sexta-feira (1) à medida que investidores avaliam o início de um novo trimestre, indicador de recessão no mercado de títulos e novas negociações de paz entre russos e ucranianos. Já as ações da Ásia-Pacífico fecharam mistas, uma vez que o PMI Caixin/Markit mostrou que a atividade manufatureira chinesa encolheu em março.
As cotações do petróleo oscilam antes de uma reunião dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para discutir uma nova liberação de reservas de petróleo de emergência ao lado de uma enorme liberação planejada pelos Estados Unidos anunciada na véspera.
Os rendimentos do Tesouro de 2 e 10 anos se inverteram pela primeira vez desde 2019. Para alguns investidores, é um sinal de que a economia caminha para uma possível recessão, embora a curva de juros invertida não preveja exatamente quando isso acontecerá e o histórico mostra que pode demorar mais de um ano ou mais.
As negociações entre a Rússia e a Ucrânia devem continuar nesta sexta-feira. Enquanto isso, a gigante estatal russa de energia Gazprom disse que continua a fornecer gás natural à Europa, informou a Reuters.
Isso ocorre apesar do prazo de sexta-feira do presidente Vladimir Putin para que o gás russo seja pago em rublos – uma exigência que foi rejeitada pelos governos europeus, que parecem ter encontrado uma solução alternativa.
Investidores também aguardam pelos dados do payroll, o Relatório de Emprego, referente a criação de vagas e taxa de desemprego no mês de março e que, na avaliação do Bradesco, “devem mostrar um mercado de trabalho aquecido, pressionando um ajuste mais tempestivo da política monetária do Fed”. O consenso Refinitiv de mercado aponta para a criação de 490 mil vagas e uma queda na taxa de desemprego, de 3,8% para 3,7%.
No Brasil, sai a produção industrial de fevereiro e o PMI industrial (10h), com consenso de mercado de 49, o que sinaliza contração da atividade. Na parte da tarde, será divulgado o saldo da balança comercial, expectativa de superávit de US$ 9,013 bilhões.
Do lado político, o Governo pode publicar hoje MP com elevação da CSLL dos bancos, atualmente em 20%, para compensar o Refis do Simples. Bolsonaro também recuou do corte de 33% do IPI para ajudar a Zona Franca de Manaus.
Confira mais destaques:
1. Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA avançam nesta manhã, com os investidores avaliando um novo trimestre de negociação e um indicador problemático de recessão no mercado de títulos.
Investidores também esperam o relatório oficial de empregos de março, que o Departamento do Trabalho divulgará às 9h30 (horário de Brasília).
Um forte relatório de empregos pode dar mais confiança ao Fed para manter seu plano agressivo de aumento de juros em vigor este ano para sufocar a inflação sem medo de desacelerar demais a economia.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), +0,41%
- S&P 500 Futuro (EUA), +0,41%
- Nasdaq Futuro (EUA), +0,40%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam entre perdas e ganhos no primeiro dia de negociação do novo trimestre, repercutindo uma pesquisa privada que mostrou que a atividade manufatureira chinesa encolheu em março.
O Índice de Gerentes de Compras de manufatura Caixin/Markit para março ficou em 48,1, abaixo do nível 50 que separa crescimento de contração. Isso em comparação com a leitura do mês anterior de 50,4. O indicador também foi o mais baixa desde fevereiro de 2020.
A leitura chega enquanto a China enfrenta o surto de Covid-19 mais grave desde o início da pandemia.
Na China, Xangai se junta a outras grandes cidades e amplia sua política de lockdown após recorde de casos de Covid.
- Shanghai SE (China), +0,94%
- Nikkei (Japão), -0,56%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +0,19%
- Kospi (Coreia do Sul), -0,65%
Europa
Os mercados europeus operam em leve alta, com as negociações entre a Rússia e a Ucrânia continuando a orientar o sentimento dos investidores.
As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia renderam poucos frutos até agora, com Kiev e seus aliados ocidentais permanecendo céticos em relação às intenções de Moscou e à legitimidade de seu compromisso com recuos militares parciais no norte da Ucrânia.
Atenção ainda para a bateria de indicadores por lá. A taxa de inflação da zona do euro disparou em março para 7,5%, contra os 5,9% que tinham sido registados em fevereiro, superando as expectativas dos analistas. Os dados correspondem à primeira estimativa, ainda provisória, divulgada nesta sexta-feira pelo Eurostat.
Já o PMI industrial da zona do euro saiu de 58,2 para 56,5 pontos em março, mínima em 14 meses, mas ainda acima da marca de 50, que separa a expansão da contração.
- FTSE 100 (Reino Unido), +0,20%
- DAX (Alemanha), +0,40%
- CAC 40 (França), +0,23%
- FTSE MIB (Itália), +0,62%
Commodities
Os preços do petróleo oscilam nesta sexta-feira antes de uma reunião de nações para discutir uma nova liberação de reservas de petróleo de emergência ao lado de uma enorme liberação planejada pelos Estados Unidos.
Ontem, a secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm, afirmou que o Departamento de Energia do país está pronto para executar imediatamente a autorização federal que libera 1 milhão de barris de petróleo por dia das reservas estratégicas norte-americanas por seis meses.
A sessão da véspera foi de queda para o petróleo e os principais contratos amanheceram em queda, mas viraram para leves ganhos.
- Petróleo WTI, +0,50%, a US$ 100,79 o barril
- Petróleo Brent, +0,64%, a US$ 105,38 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 3,46%, a 926,00 iuanes, o equivalente a US$ 145,58
Fonte: Infomoney
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