Futuros dos EUA em alta, reação dos ADRs na volta do feriado, pronunciamento de Lula na COP-27 e mais assuntos do mercado hoje

Instabilidade geopolítica também segue no radar do investidor depois que um míssil atingiu a Polônia, aumentando as tensões entre Rússia e OTAN

Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta quarta-feira (16), ampliando os ganhos da véspera, após dados de inflação ao produtor apontarem desaceleração e à espera de dados de vendas no varejo de outubro.

Em outubro, o índice de preços ao produtor nos EUA subiu 0,2%, abaixo da estimativa de 0,4%, alimentando a expectativa de desaceleração da economia e consequentemente arrefecimento da inflação.

As vendas no varejo que serão publicadas hoje podem oferecer outra visão do comportamento do consumidor em meio à inflação. A previsão do consenso Refinitiv é de alta de 1% em outubro na comparação com setembro.

Por outro lado, a maioria da bolsas da Europa e da Ásia opera em baixa, quando líderes mundiais se reuniram em Bali, na Indonésia, para o segundo dia da cúpula do Grupo dos 20. As autoridades da Polônia disseram que um míssil de fabricação russa matou dois cidadãos, o que o presidente Andrzej Duda descreveu como “um incidente isolado”, acrescentando que uma investigação está em andamento.

No Brasil, com a B3 fechada por conta do feriado de Proclamação da República, as atenções dos investidores brasileiros se voltaram ao índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que reúne as principais empresas brasileiras listadas na B3 com recibos de ações negociados nos EUA, que fechou com alta de 0,70%. O grande destaque entre os ADRs no feriado foi o de Embraer (EMBR3), com avanço de 5,39%.

Do lado político, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sinalizou que apoia Bolsa Família fora do teto por quatro anos, após conversa com presidente eleito Lula, no Egito.

O grande foco do mercado local está em torno da PEC da transição. De acordo com fonte ouvida pela Estadão, no estágio mais recente das negociações, o encaminhamento é para que a PEC preveja o valor de R$ 175 bilhões para gastos sociais em 2023 fora do teto – a regra que limita o crescimento da despesa do governo à variação da inflação.

Na noite de ontem, Lula informou que fará uma pronunciamento nesta quarta, durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-27), realizada em Sharm El-Sheik, no Egito. É o segundo dia de compromissos do petista no evento

“Indo dormir. Aqui no Egito são 5 horas de diferença. Amanhã estarei na #COP27, no encontro Carta da Amazônia, 6h do Brasil. E farei um pronunciamento 12h15 do horário brasileiro, na área da ONU. O Brasil está de volta ao mundo para debater a questão climática”, escreveu o presidente eleito.

As especulações sobre o nome do futuro ministro da Fazenda seguem no radar. De acordo com Natuza Nery, da Globonews, Fernando Haddad voltou a despontar como nome para o cargo; já segundo o Painel, da Folha de S. Paulo, aliados próximos a Lula afirmam que Geraldo Alckmin (PSB) voltou a liderar entre os nomes avaliados pelo presidente eleito para a chefia da Fazenda.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta manhã de quarta-feira (16), com investidores repercutindo outro relatório de inflação mais fraco do que o esperado e aguardando dados de vendas no varejo que serão divulgados às 10h.

Além disso, o mercado aguarda pelos números da produção industrial e do mercado imobiliário.

Para a indústria, a média das projeções do mercado aponta para um avanço de 0,2% em outubro na comparação com setembro.

A temporada de resultados também continua com balanços da Target, Cisco e Nvidia.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,17%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,17%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,16%

Ásia

A maioria dos mercados asiáticos fechou com baixa no segundo dia de reunião do G-20. Autoridades polonesas disseram que um míssil de fabricação russa matou dois cidadãos e uma investigação está em andamento.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e o governador do Banco Popular da China, Yi Gang, reuniram-se na cúpula do Grupo dos 20, em Bali, na Indonésia.

Yellen em um tweet disse que os dois discutiram “desafios macroeconômicos e financeiros globais, incluindo perspectivas econômicas” dos EUA e da China.

Na frente econômica, o banco central da Indonésia iniciou sua reunião de dois dias, na qual os economistas esperam que a taxa básica de juros suba 50 pontos-base para 5,25%.

  • Shanghai SE (China), -0,45%
  • Nikkei (Japão), +0,14%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,47%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,12%

Europa

A maioria dos mercados europeus também opera em baixa, com a instabilidade política dominando a região depois que um míssil atingiu a Polônia, aumentando as tensões entre a Rússia e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Moscou negou a responsabilidade pelo ataque, enquanto o presidente da Polônia, Andrzej Duda, descreveu o ataque como um incidente isolado, acrescentando que uma investigação está em andamento.

Em indicadores, a inflação no Reino Unido saltou para 11,1%, a maior alta em 41 anos em outubro, superando as expectativas, já que os preços de alimentos, transporte e energia continuaram pressionando famílias e empresas.

Na base mensal, o índice preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2% em outubro.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,14%
  • DAX (Alemanha), -0,36%
  • CAC 40 (França), -0,05%
  • FTSE MIB (Itália), -0,07%

Commodities

As cotações do petróleo operam entre perdas e ganhos, com o aumento de casos de Covid-19 na China provocando preocupações com a menor demanda da commodity pelo maior importador de petróleo do mundo, em meio as preocupações com uma escalada das tensões geopolíticas e oferta mais restrita de petróleo.

Os preços do petróleo subiram na véspera depois que o fornecimento de petróleo para partes da Europa Oriental e Central por meio de uma seção do oleoduto Druzhba foi temporariamente suspenso, de acordo com operadores de oleodutos na Hungria e na Eslováquia.

A interrupção ocorreu simultaneamente com uma explosão em um vilarejo no leste da Polônia, perto da fronteira com a Ucrânia, que matou duas pessoas, levantando preocupações de que o conflito na Ucrânia pudesse ultrapassar suas fronteiras.

Os preços do minério de ferro na China, por sua vez, engataram a quarta alta consecutiva, ainda repercutindo o afrouxamento da política de covid zero em algumas regiões do país e um pacote de medidas do governo chinês para estimular o setor imobiliário.

  • Petróleo WTI, -0,16%, a US$ 96,78 o barril
  • Petróleo Brent, +0,03%, a US$ 93,89 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,16%, a 734 iuanes, o equivalente a US$ 103,60

Bitcoin

  • Bitcoin, -0,26% a US$ 16.749,86 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Nesta quarta-feira, serão divulgados os números de vendas no varejo e de produção industrial nos EUA, ambos referentes ao mês de outubro.

Para o varejo, a previsão do consenso Refinitiv é de alta mensal de 1%. Para a indústria, a média das projeções do mercado aponta para um avanço de 0,2%.

Na agenda doméstica, temos o vencimento de opções, que deve trazer mais volatilidade para bolsa, e a FGV deve divulgar o IPC-S semanal.

Brasil

8h: IPC-S semanal

17h: Vencimento de opções sobre Ibovespa

PDR

15h30 – O InfoMoney entrevista André Chaves, vice-presidente sênior de estratégia, desenvolvimento corporativo e RI do Mercado Livre (MELI34), como parte do projeto Por Dentro dos Resultados , que conversa com executivos das companhias de capital aberto para falar sobre os resultados. 

EUA

10h30: Preços de importados de outubro, consenso Refinitiv prevê queda de 0,4% em relação a setembro

10h30: Vendas no varejo de outubro, a média de projeções dos analistas consultados pela Refinitiv projeta alta de 1% na comparação com setembro

11h15: Produção industrial de outubro, consenso Refinitiv prevê alta de 0,2% em relação ao mês imediatamente anterior

12h: Índice do mercado imobiliário residencial NAHB

12h: Sabatina com Michael Barr, do Fed, no Senado

12h30: Estoques de petróleo (AIE) semanal

16h35: Christopher Waller, do Fed, fará discurso

Zona do Euro

12h: Christine Lagarde, presidente do BCE, fará discurso

Fonte: Infomoney

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