Agenda é movimentada, contando também com balança comercial americana, enquanto ISM e PMIs completam indicadores de hoje
Os mercados asiáticos fecharam no azul, acompanhando a alta acentuada das bolsas dos EUA e da Europa na véspera, enquanto os índices futuros americanos e os mercados europeus operam em baixa nesta quarta-feira (5), à medida que a tendência positiva observada nas ações globais nos últimos dias perde ímpeto.
Os dois dias seguidos de ganhos nos EUA ocorreram depois que um enfraquecimento nos dados mais recentes de vagas de emprego levou alguns investidores a considerar se o Federal Reserve diminuiria o ritmo de aumentos das taxas de juros, reduzindo a probabilidade de uma recessão mais profunda.
Na agenda americana, investidores esperam por uma série de relatórios econômicos nesta quarta-feira. Variação do emprego privado ADP de setembro, balança comercial, pedidos de hipotecas semanais, PMI S&P Global e o ISM.
As cotações do petróleo recuam após abrirem em alta na quarta-feira, apagando parte dos ganhos de 3% na sessão anterior, enquanto participantes do mercado aguardam pela reunião da Organização dos País Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para discutir um grande corte de produção.
Por aqui, tem a produção industrial de agosto, às 9h, com previsão de queda de 0,6%, ante aumento de 0,6% em julho. Mais tarde, sai o PMI S&P Global do Brasil.
Do lado político, investidores acompanham as negociações e os apoios políticos aos candidatos que disputarão o segundo turno das eleições.
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Após subirem forte nos dois primeiros pregão de outubro, impulsionados pela expectativa de um ajuste monetário menos agressivo do Fed, os índices futuros dos EUA operam em baixa na manhã desta quarta-feira (5).
Os principais índices de Nova York recuam à medida que a esperança de que o BC americano possa moderar o ritmo dos aumentos das taxas de juros começam a se esvair novamente. O cenário inflacionário americano ainda é persistente, indicando que a postura do Fed ainda deve ser agressiva.
Investidores aguardam por mais sinais que podem significar que os mercados finalmente chegaram ao fundo do poço após as fortes quedas no trimestre anterior.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), -0,81%
- S&P 500 Futuro (EUA), -0,78%
- Nasdaq Futuro (EUA), -0,76%
Ásia
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com alta na sessão de hoje (5), depois que as ações dos Estados Unidos subiram pelo segundo dia.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em alta de 5,9%, a 18.087,97, em seu retorno após feriado na terça-feira.
Os mercados da China seguem fechados para o feriado da Golden Week, e o mercado de ações da Índia também está fechado por feriado.
- Shanghai SE (China), fechado
- Nikkei (Japão), +0,48%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +5,90%
- Kospi (Coreia do Sul), +0,26%
Europa
Os mercados europeus operam em queda após PMI da zona do euro cair para mínima de 20 meses à medida que a perspectiva de recessão aumenta.
A atividade comercial da zona do euro caiu mais do que o esperado no mês passado, aumentando a probabilidade de uma recessão no bloco.
O PMI composto final da zona do euro (índice de gerentes de compras) da S&P Global, indicador de saúde econômica, caiu para 48,1 em setembro, ante 48,9 em agosto, abaixo de uma estimativa preliminar de 48,2.
As quedas na quarta-feira ocorreram depois que as bolsas da Europa se recuperaram durante a sessão anterior, com o índice de blue chip europeu fechando em alta de 3%.
- FTSE 100 (Reino Unido), -1,28%
- DAX (Alemanha), -1,00%
- CAC 40 (França), -0,67%
- FTSE MIB (Itália), -1,66%
Commodities
Os contratos do petróleo tipo Brent e WTI operam em leve queda após subirem na abertura, reduzindo parte da alta da véspera, antes de uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados da (Opep+) para discutir um grande corte de produção no que analistas veem como um mercado fortemente abastecido.
Os países membros da Opep+ estão discutindo cortes de produção de até 2 milhões de barris por dia (bpd), disse uma fonte da Opep à Reuters, após notícias anteriores de que o corte seria da ordem de 1 milhão de barris.
- Petróleo WTI, -0,38%, a US$ 86,19 o barril
- Petróleo Brent, -0,22%, a US$ 91,60 o barril
Bitcoin
- Bitcoin, +1,25% a US$ 20.161,66 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
Na agenda brasileira, o destaque é a produção industrial do mês de agosto, a ser divulgada na quarta-feira (5). O Itaú prevê uma retração de 1% em relação a julho e alta de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos cálculos do banco, tanto a parte de manufatura quanto de mineração e extrativismo devem recuar, puxando o índice para baixo. Ainda tem PMI S&P Global do Brasil (às 10h).
Nos EUA, às 9h15, tem variação do emprego privado ADP de setembro, com previsão de alta de 200 mil, e quinze minutos depois, saem os números da balança comercial dos Estados Unidos. Por fim, às 10h45, tem o PMI S&P Global e o ISM dos EUA.
Brasil
9h: Produção industrial de agosto, com previsão de queda de 0,6%, ante aumento de 0,6% em julho
10h: PMI de serviços e composto
14h30: Fluxo cambial
EUA
9h15: variação de empregos ADP de setembro
9h30: Balança comercial
10h45: PMI de serviços e composto
11h: PMI ISM
11h30: Estoques de petróleo semanal – EIA
17h: Discurso do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic
Internacional
8h: Reunião da Opep+
3. Noticiário econômico
Banco Mundial aumenta para 2,5% previsão do PIB brasileiro este ano
O Banco Mundial aumentou de 1,5% para 2,5% a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2022, devido ao impulso da reabertura da economia e ao aumento dos preços de commodities.
Para 2023, o órgão espera que a atividade no País arrefeça a 0,8%, devido à desaceleração da economia global, aumento dos juros nos EUA e queda dos preços de commodities. Os números constam do relatório “Novas Abordagens para Resolver o Déficit Fiscal”, publicado nesta terça-feira (4) pela instituição
Fonte: Infomoney
