Futuros dos EUA recuam após resultados de Alphabet e Microsoft; Copom, inflação ao produtor e mais assuntos do mercado hoje

Investidores também aguardam por mais resultados corporativos tanto Brasil quanto nos EUA

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta quarta-feira (26), interrompendo uma sequência de três dias de fortes ganhos, em meio à queda das ações da Alphabet, dona do Google (GOGL34), e da Microsoft (MSFT34) no pré-mercado após a divulgação dos números do trimestre.

O resultado pode ser início de mau presságio para os lucros das big techs nesta semana. Hoje saem os números da Meta (M1TA34), controladora do Facebook, após fechamento dos mercados.

Investidores também estão atentos aos dados econômicos mais recentes sobre pedidos semanais de hipotecas, estoques no atacado e vendas de novas casas.

Por aqui, a agenda de indicadores conta com a publicação do índice preços ao produtor de setembro, com previsão de alta de 0,1%, diante de queda de 3,11% em agosto. Além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa básica de juros – que os analistas apostam será mantida em 13,75%.

A temporada de balanços vai ganhando tração, com a divulgação de resultados do Santander Brasil (SANB11) e da WEG (WEGE3) antes da abertura dos mercados. O Santander teve lucro líquido de R$ 3,12 bilhões no 3T22, ante estimativa do consenso Refinitiv de R$ 3,76 bilhões.

À noite, saem os números da Klabin (KLBN11), Energias do Brasil (ENBR3), Odontoprev (ODPV3), entre outras.

Na seara política, o noticiário eleitoral e as pesquisas de opinião de voto ditam cada vez mais o humor dos mercados. Genial/Quaest, PoderData, Atlas e Modalmais/Futura divulgam pesquisas eleitorais. Ainda no radar, a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatório com detalhes da denúncia de que rádios deixaram de exibir inserções da propaganda eleitoral do candidato à reeleição.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York recuam após os mercados a vista engatarem três altas seguidas na véspera, à medida que dados econômicos mostram que há indícios de uma desaceleração econômica, o que pode fazer com que o Fed repense a possível alta de dezembro.

Resultados abaixo do previsto de Alphabet, dona da Google, e o guidance mais fraco da Microsoft abalaram otimismo dos investidores americanos com as big techs, o que vem levando o mercado a uma derrocada pela manhã.

Várias empresas nos Estados Unidos divulgarão resultados na quarta-feira, incluindo Meta, Coca Cola e McDonalds,

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,08%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,74%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,69%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta com perspectivas renovadas em relação ao Fed potencialmente menos agressivo e comentários da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China sobre a criação de um mercado “regulado, transparente, aberto, animado e resiliente”.

Bancos estatais chineses venderam dólares nos mercados onshore e offshore para defender o enfraquecimento da moeda, informou a Reuters. O yuan onshore da China está nos níveis mais fracos desde o final de 2007.

Em indicadores, o índice anual de preços ao consumidor da Austrália atingiu o maior nível desde dezembro de 1990.

  • Shanghai SE (China), +0,78%
  • Nikkei (Japão), +0,67%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,00%
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,65%

Europa

Os mercados europeus operam sem uma direção única após uma enxurrada de resultados corporativos e à espera da reunião Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, na qual se espera que o BCE eleve as taxas em 75 pontos-base.

Além disso, investidores esperam por pistas sobre o caminho do aperto no bloco, já que a União Europeia caminha para uma provável recessão.

Os lucros corporativos são um dos principais motores do movimento do preço das ações na Europa. Deutsche Bank , Barclays, Mercedes Benz, Heineken e Reckitt Benckiser divulgaram resultados antes da abertura do pregão de quarta-feira.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,03%
  • DAX (Alemanha), +0,54%
  • CAC 40 (França), +0,29%
  • FTSE MIB (Itália), 0,00%

Commodities

As cotações do petróleo passaram a subir após um início de pregão negativo, com o dólar se firmando e com dados da indústria mostrando que os estoques de petróleo dos EUA acima do esperado, reforçando os temores de uma recessão global que reduziria a demanda.

Os preços do minério de ferro na bolsa de Dalian recuam pela segunda sessão consecutiva, em meio à continuidade do recuo na produção de aço no gigante asiático e sinais renovados de Pequim de que a política de “covid zero” não será descartada tão cedo.

  • Petróleo WTI, +0,49%, a US$ 85,75 o barril
  • Petróleo Brent, +0,13%, a US$ 93,64 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,27%, a 662,50 iuanes, o equivalente a US$ 92,37

Bitcoin

  • Bitcoin, +2,14% a US$ 20.700,35 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A agenda desta quarta é marcada por dados do setor imobiliário dos EUA, especialmente de hipotecas, previstos para às 8h. Mais tarde, tem dados da balança comercial, com previsão de saldo negativo de US$ 86 bilhões; de estoques de varejo e de atacado de setembro (previsão de alta de 1,0%, ante alta de 1,3% em agosto); e às 11h de vendas de casas novas em setembro, com previsão de queda a 585 mil, ante 685 mil em agosto.

No Brasil, às 9h, sai a inflação ao produtor de setembro, com previsão de alta de 0,1%, diante de queda de 3,11% em agosto – em 12 meses, o índice deve bater nos 12%. Além disso, o Copom decide sobre a taxa de juros – que os analistas apostam será mantida em 13,75%, ao ano, com tom conservador.

Brasil

8h: INCC-M

9h: Índice de preços ao produtor de setembro

11h: Caged de setembro, consenso Refinitiv projeta criação de 260 mil vagas de empregos

14h30: Relatório mensal da Dívida Pública de setembro

18h30: Decisão do Copom sobre taxa de juros

EUA

9h30: Novas moradias de setembro

9h30: Estoques no atacado

11h30: Estoques de petróleo semanal – EIA

Fonte: Infomoney

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