Ibovespa futuro abre em queda com pressão do exterior; novas sanções à Rússia e troca de comando da Petrobras seguem no radar

O dólar comercial abre em baixa, renovando a cotação mínima em mais de dois anos; juros futuros avançam

O Ibovespa futuro opera em leve queda nos negócios desta terça-feira (5), acompanhando o desempenho dos índices no exterior. Em um dia de poucos indicadores econômicos, a guerra na Ucrânia volta ao centro das atenções do mercado, com novas sanções econômicas contra a Rússia previstas para esta semana. Os Estados Unidos já confirmaram que anunciarão novos embargos e a União Europeia (UE) deve ir pelo mesmo caminho.

Às 9h05 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em abril de 2022 operava em baixa de 0,30%, aos 121.160 pontos.

De acordo com a Reuters, a UE deverá suspender importações de carvão, semicondutores e produtos de luxo da Rússia, diz agência. O impacto financeiro do embargo seria de 10 bilhões de euros por ano. A lista de sanções do bloco europeu vai além: madeira, borracha, cimento, produtos químicos, máquinas, e até mesmo vodka e caviar da Rússia devem ter compras interrompidas.

Ainda de acordo com a agência, a UE deverá impedir a entrada de caminhões e embarcações russas nos países integrantes do bloco. O embargo também deve se estender a outros bancos russos e atingir mais oligarcas, militares e políticos da Rússia.

“Acredito que as principais sanções já foram adotadas. A variável principal é se a Alemanha parar de comprar gás da Rússia. Isso é algo que, definitivamente, jogaria os mercados europeus para baixo”, afirmou à Reuters Ewan Markson-Brown, gestor de fundos da CRUX Asset Management.

A minuta da última reunião do Federal Reserve, na qual a autoridade monetária elevou os juros nos EUA pela primeira vez dede 2018, vai ser divulgada amanhã. “A ata do Fomc provavelmente vai incluir detalhes conclusivos sobre o aperto quantitativo, preparando terreno para um anúncio na reunião de maio”, disse Ethan Harris, economista do Bank of America, em relatório.

Por aqui, o destaque segue com o noticiário corporativo e a Petrobras (PETR3PETR4) no centro das atenções. Após a desistência formal de Adriano Pires, o cargo de presidente da estatal poderá ficar com Caio Mario Paes de Andrade, secretário especial do Ministério da Economia.

O dólar comercial abriu em baixa e recua 0,29%, a R$ 5,594 na compra e R$ 4,595 na venda.

Os juros futuros abriram com tendência de alta: DIF23, +0,03 pp, a 12,65%; DIF25, +0,04 pp, a 11,12%; DIF27 +0,03 pp, a 10,87%; DIF29 +0,03 pp, a 11%.

Em Nova York, os índices futuros também operam em ligeira queda: o Dow Jones futuro recua 0,2%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq caem, respectivamente, 0,16% e 0,17%.

Fonte: Infomoney

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